Prefeitura assina contrato para criar novo parque no Campo de Marte
A concessão passa a responsabilidade do parque para a Concessionária Campo de Marte Spe S/A, que receberá R$ 6 milhões para assumir a gestão
atualizado
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São Paulo — A Prefeitura de São Paulo assina, nesta quarta-feira (22/1), o contrato de concessão do Parque Municipal Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. A assinatura acontece após o adiamento no processo de apresentação de propostas e mudanças no projeto inicial do parque.
Com a assinatura, o parque passa para a responsabilidade da Concessionária Campo de Marte Spe S/A, que receberá R$ 6 milhões para assumir a gestão do espaço pelos próximos 35 anos.
A concessionária será responsável por implementar o projeto que prevê a criação de uma área esportiva com espaço dedicado ao carnaval e à preservação do histórico futebol de várzea.
O Parque Municipal Campo de Marte teve seu primeiro edital publicado em 2022, mas teve seu edital adiado pela Prefeitura. A ideia inicial propunha a implementação de um museu aeroespacial, que foi retirado da proposta.
Como o parque irá ficar
O projeto final do parque deverá ser apresentado somente após a definição da empresa concessionária, mas o edital da prefeitura prevê que o espaço deverá continuar sendo usado como um centro esportivo e de lazer.
No plano de ocupação referencial, a prefeitura sugere a criação de um centro esportivo, com ciclovia, trilhas de caminhada, um centro de convivência, e quadras poliesportivas. Além de uma área de apoio ao carnaval, que deverá ser dedicada ao armazenamento de carros alegóricos.
Outra questão levantada no edital é a criação de um sistema de drenagem na área, uma vez que o parque fica em uma região de várzea do Rio Tietê – característica que inclusive batiza a prática de “futebol de várzea” que funciona há décadas no local.
O Campo de Marte é vizinho à obra do novo Colégio Militar de São Paulo, projeto cujo custo total de construção já ultrapassa R$ 165 milhões. A construção, iniciada em fevereiro de 2020, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem conclusão prevista para 2025 e seu projeto não se altera com a concessão do parque.
Na área também funciona o aeroporto do Campo de Marte, o mais antigo do estado de São Paulo, que foi concedido à inciativa privada em 2022. Atualmente, o local recebe principalmente helicópteros e aviões de pequeno porte e continuará funcionando normalmente após a criação do parque.
Disputas histórica com a União
A criação do parque Municipal do Campo de Marte põe fim a uma disputa histórica entre a prefeitura de São Paulo e União, cuja origem remonta à Revolução Constitucionalista de 1932.
Durante o conflito armado, o local onde já funcionava uma pista de pouso, foi bombardeado e posteriormente ocupado pelas tropas de Getúlio Vargas. Após inúmeras tentativas de conciliação, a área só retornou para a posse paulista em 2022 por meio de um acordo entre a gestão do então presidente Jair Bolsonaro (PL) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB).
No acordo, a União abriu mão de uma dívida de R$ 24 bilhões do município em troca de não precisar pagar uma indenização pela ocupação do espaço. Depois do acordo, a prefeitura criou o parque em um decreto de maio deste ano.








