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São Paulo

Rodovia dos Bandeirantes terá novo nome em tributo a ex-governador

Projeto recém-aprovado pela Alesp irá mudar nome da rodovia em homenagem a ex-governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins

16/10/2025 09:37
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Reprodução/Wikipédia
Rodovia dos Bandeirantes terá novo nome em tributo a ex-governador

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nessa quarta-feira (15/10), a mudança do nome da Rodovia dos Bandeirantes para “Rodovia dos Bandeirantes – Governador Paulo Egydio Martins”, em homenagem ao ex-governador de São Paulo (1975 e 1979). A via conecta as regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, passando por importantes centros industriais e também servindo de ligação com o Aeroporto de Viracopos.

A mudança de nome foi proposta pelo deputado estadual Capitão Telhada (PP) em 2023. No projeto de lei, Telhada justifica que Paulo Egydio Martins foi responsável pela inauguração da Rodovia dos Bandeirantes em 1978 e menciona “a importância do governador para a história da rodovia SP-348”.

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O deputado ainda cita um trecho, narrado pelo próprio ex-governador, sobre os bastidores da obra. Nele, Egydio conta ter discutido com o então presidente Ernesto Geisel a compra de terrenos nos arredores da rodovia, para baratear uma eventual obra de duplicação que aconteceria anos depois, na gestão de Geraldo Alckmin (então PSDB, atual PSB).

Quem foi Paulo Egydio Martins

Paulo Egydio Martins foi nomeado governador sem eleições livres durante o regime cívico-militar. Sua administração foi marcada por episódios de repressão, como a morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado sob tortura nas dependências do DOI-CODI de São Paulo. Apesar disso, o ex-governador era considerado um nome de oposição aos militares “linha-dura” e foi favorável à reabertura para o regime democrático.

Egydio Martins foi responsável por importantes obras de infraestrutura no estado, como a construção do Hospital das Clínicas da USP e de Ribeirão Preto, além de ter dobrado a capacidade de saneamento básico da região metropolitana de São Paulo — o que, segundo consta no documento apresentado pelo Capitão Telhada, foi considerado “o maior plano de saneamento básico do país da época”.