Rejeição a Messias “escancara a fragilidade do governo”, diz Tarcísio
Governador de SP e opositor de Lula, Tarcísio diz que derrota no Senado não representa rejeição a Messias, mas a “reprovação de um governo”
atualizado
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (30/4) que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado representou a “reprovação de um governo” e “escancarou a fragilidade” da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa derrota escancara a fragilidade do governo, que não teve condição de articular e aprovar um nome para o STF, algo que não acontecia há 132 anos. É um sinal de que o Congresso enxergou que o governo não tem mais nada a oferecer, não consegue conduzir um projeto estruturante para o Brasil, é um sinal de final dos tempos e de encerramento de um ciclo. O ciclo do PT está chegando ao fim”, disse Tarcísio durante agenda em Santos, no litoral paulista.
Para o governador, a derrota demonstraria que Lula “não tem mais força” e que representa um “projeto superado”.
“E o Congresso, que é um grande termômetro político, sentiu para onde o vento está soprando e deu um recado: ‘a gente não quer mais isso aí, a gente precisa de um projeto estruturante, não são vocês que vão ter mais condição de oferecer as reformas e as soluções que o Brasil e merece'”, afirmou o governador.
Tarcísio ainda apostou que a escolha do próximo ministro deverá ficar sob a responsabilidade do novo presidente da República. Aliado da família Bolsonaro, o governador paulista era o mais cotado para disputar a eleição contra Lula antes da definição do senador Flávio Bolsonaro (PL) como o pré-candidato.
Candidato à reeleição em São Paulo, Tarcísio será o coordenador da campanha de Flávio em São Paulo.

