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São Paulo

Quem é Senival Moura, vereador do PT de SP preso por elo com PCC

Vereador Senival Moura e mais 4 pessoas são alvos de mandados de prisão de operação do MPSP na manhã desta quinta (25/6)

25/06/2026 07:39, atualizado 25/06/2026 08:38
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Quem é Senival Moura, vereador do PT de SP preso por elo com PCC

Em seu sexto mandato como vereador de São Paulo, Senival Moura (PT), é um dos presos na manhã desta quinta-feira (25/6), no âmbito da operação Última Parada, do Ministéri0 Público de São Paulo (MPSP) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. Ele é suspeito de ser o “dono oculto” da empresa de transporte público Transunião e de atuar na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Richard Lourenço/Câmara Municipal de SP
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Atualmente, Moura ocupa o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora e de presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara Municipal de São Paulo. As investigações apontam, inclusive, que a atuação dele na comissão lhe confere poder de fiscalização e regulamentação sobre o próprio setor no qual a Transunião opera.

Ainda de acordo com as apurações policiais, Senival seria uma “instância superior de comando” no esquema de lavagem de dinheiro. Trocas de mensagens revelaram que repasses financeiros e decisões empresariais dependiam da anuência do petista, tratado pelos codinomes “presidente”, “véio”, “velhinho” e “vereador”.

A Operação Última Parada, desta quinta-feira, começou a partir de uma investigação iniciada ainda em 2020, após a morte do então presidente da Transunião, Adauto Soares.

Nas investigações sobre a morte de Adauto, as autoridades coletaram provas que apontavam o uso da Transunião no esquema do PCC. Apenas em 2025, a empresa auferiu mais de R$ 300 milhões do sistema de transportes paulistano.

A Justiça decretou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões de contas bancárias ligadas aos investigados, além de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. De acordo com o MPSP e a Polícia Civil, ficou comprovada a existência de um núcleo paralelo para tomar decisões relativas à empresa, incluindo a transferência de valores para criminosos ligados ao PCC.

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria do vereador Senival Moura por e-mail e não obteve retorno. O espaço está aberto para atualizações.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, disse que aguarda notificação da decisão judicial para avaliar providências a serem tomadas. Enquanto isso, a operação dos ônibus da empresa Transunião segue funcionando, com a frota atendendo normalmente as linhas sob sua responsabilidade.

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