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São Paulo

Vereador preso: investigação começou após morte de ex-diretor de empresa

Senival Moura, do PT, foi alvo de operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas de ônibus em SP

25/06/2026 07:07, atualizado 25/06/2026 08:10
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Richard Lourenço/Câmara Municipal de SP
Bancada do PT na Câmara de SP

Deflagrada na manhã desta quinta-feira (25/6), a operação contra um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) de lavagem de dinheiro por meio de empresas de ônibus de São Paulo é fruto de uma investigação iniciada em 2020, após o assassinato do então presidente da empresa Transunião, Adauto Soares Jorge.

Entre os cinco presos na manhã desta quinta, estão o vereador Senival Moura (PT), integrantes do PCC e o atual presidente da Transunião.

Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil, e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, cumpriram mandados na capital paulista, na região metropolitana, e no município de Extrema, em Minas Gerais.

Durante a investigação sobre a morte de Adauto Jorge, as autoridades coletaram provas que apontavam para o uso da concessionária no esquema do PCC. Apenas em 2025, a empresa auferiu mais de R$ 300 milhões do sistema de transportes paulistano. A Justiça decretou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões de contas bancárias ligadas aos investigados, além de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações.

De acordo com o MPSP e a Polícia Civil, ficou comprovada a existência de um núcleo paralelo para tomar decisões relativas à empresa, incluindo a transferência de valores para criminosos ligados ao PCC. As autoridades também ressaltam que a própria mudança societária da Transunião teve origem ilícita, já que houve um salto do capital social de pouco mais de R$ 100 mil para uma cifra superior a R$ 50 milhões sem que a origem desses novos recursos ficasse clara.

Em 2024, o GAECO deflagrou a Operação Fim da Linha, desarticulando duas organizações criminosas que lavavam recursos ilícitos do PCC provenientes de tráfico de drogas, roubos e outros delitos por intermédio da UPBUS e da Transwolff. Essas duas empresas de ônibus são responsáveis pelo transporte de cerca de quase 700 mil passageiros.

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