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São Paulo

Quem são os alvos de operação contra o PCC em empresas de ônibus

Deflagrada nesta quinta-feira (25/6), Operação Última Parada mira esquema de lavagem de dinheiro da facção por meio da empresa Transunião

25/06/2026 08:26, atualizado 25/06/2026 08:32
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Reprodução
Imagem colorida do vereador Senival Moura, preso durante operação contra lavagem de dinheiro do PCC. Metrópoles

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (25/6), a Operação Última Parada, contra um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de empresas de ônibus. Cinco pessoas são alvos de mandados de prisão. Três já haviam sido presas até o início da manhã, incluindo o vereador Senival Moura (PT).

Segundo as autoridades, a investigação revelou um núcleo paralelo que tomava decisões relativas à empresa Transunião e transferia valores para criminosos do PCC. A Justiça decretou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões de contas bancárias ligadas aos investigados, além de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações.


Quem são os alvos da operação

Pedidos de prisão temporária

  • Jair Ramos de Freitas (“Cachorrão”): apontado como autor do homicídio de Adauto Soares Jorge e articulador da lavagem de dinheiro.
  • Senival Pereira de Moura (vereador): identificado como real beneficiário e líder oculto da Transunião.
  • Leonel Moreira Martins: operador financeiro e elo entre a empresa e o núcleo familiar beneficiário.
  • Lourival de França Monário: atual diretor-presidente formal da Transunião, envolvido em movimentações financeiras incompatíveis.
  • Devanil de Souza Nascimento (“Sapo”): apontado como operador e suporte de Senival Moura; envolvido na morte de Adauto.

Afastamento da Transunião

  • Lourival de França Monário (Diretor-Presidente)
  • William Remorini Freitas (Diretor Financeiro)
  • Kelly Cristina Santos Ribeiro (Diretora Comercial)
  • Edgar Paiva da Rocha (Presidente do Conselho de Administração)
  • Leonardo Wendell do Nascimento (Conselheiro)
  • Weslei Castro Gomes (Conselheiro)

Suspensão de atividade econômica

  • Transunião Transportes S.A: pivô do esquema de lavagem de dinheiro
  • Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool Ltda: apontada como núcleo de lavagem em benefício do PCC
  • SPM – Transporte Urbano de Passageiros S/A: vinculada a Senival Pereira de Moura
  • Universo Bus Comércio e Serviços Ltda: vinculada a Jair Ramos de Freitas e Fábio Fernandes de Souza, supostos integrantes do PCC
  • LMP Transportes: apontada como empresa de suporte ou fachada.
  • ICM Transportes: apontada como empresa de suporte ou fachada.
  • FRF Transportes: apontada como empresa de suporte ou fachada.

Na representação, a Polícia Civil ainda pede o afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos em dispositivos eletrônicos vinculados aos investigados.

Metrópoles procurou o vereador Senival Moura, mas não obteve resposta. A reportagem tenta contato com os outros citados.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, informou que a operação dos ônibus da empresa Transunião segue funcionando, com a frota atendendo normalmente as linhas sob sua responsabilidade.

“A Administração Municipal aguarda a notificação oficial da decisão judicial para avaliar seus termos e definir as providências necessárias a partir de agora.”

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