Professor da USP é condenado a 3 anos de prisão por transfobia
Professor do campus da USP em Ribeirão Preto também deverá pagar, por 12 meses, um salário mínimo a uma comunidade LGBTQIAP+
atualizado
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Um professor da Universidade de São Paulo (USP) foi condenado a três anos de prisão em regime aberto pelo crime de transfobia contra duas alunas trans do curso de medicina em Ribeirão Preto, interior paulista, em um caso ocorrido em 2023.
A decisão da última sexta-feira (8/5) da 5ª Vara Criminal de Ribeirão Preto condenou Jyrson Guilherme Klamt a 3 anos e 10 meses em regime aberto, sob a condição de que pague mensalmente pelo período mínimo de um ano o valor de um salário mínimo a uma instituição que preste serviço em prol da comunidade LGBTQIAP+ da cidade.
O caso aconteceu em novembro de 2023, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Segundo o processo, o professor teria direcionado ofensas transfóbicas a duas alunas após a adoção de uma política inclusiva da faculdade. O docente teria feito perguntas constrangedoras sobre “qual banheiro elas iriam frequentar” e chegou a ameaçá-las de morte.
As alunas Louíse Rodrigues e Silva e Stella Branco foram as primeiras alunas trans do curso de medicina da USP Ribeirão. Em outubro de 2024, Jyrson foi suspenso das atividades na universidade. A reportagem não conseguiu localizar a defesa. O espaço permanece aberto para manifestações.
