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São Paulo

Funcionários correm para salvar acervo de biblioteca alagada na USP. Veja vídeo

Após chuva de domingo (10/5) biblioteca da Faculdade de Educação da USP amanheceu alagada. Servidores tentam recuperar acervo encharcado

11/05/2026 13:51
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Imagem colorida de teto desabado e livros encharcados em biblioteca da USP - Metrópoles

A biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp) amanheceu alagada nesta segunda-feira (11/5) após o desabamento do teto, que cedeu com a chuva do domingo (10/5). Parte do acervo foi destruída e funcionários correm contra o tempo para tentar salvar o que resta do material. Veja:

Imagens obtidas pelo Metrópoles (veja acima) mostram um buraco no teto e o piso da biblioteca encharcado. No vídeo, é possível ver funcionários da Faculdade de Educação se organizando para intercalar papel toalha entre as páginas dos livros afetados, para retirar a umidade e impedir a proliferação de fungos.

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Uma funcionária, que preferiu não ser identificada, afirmou ao Metrópoles que o telhado da biblioteca “tem vazamentos há anos”. A mulher contou que, por causa do risco de goteiras, os próprios funcionários costumavam cobrir o acervo do 2° andar do prédio. No entanto, nesse domingo, o volume da chuva fez com que o forro cedesse e deslocou as coberturas de lona plástica.

A colaboradora contou que a água chegou ao 1° andar, e depois ao térreo, por fissuras arquitetônicas. Ela acrescentou que a biblioteca carece de manutenção e que os funcionários já vinham pedindo uma reforma há anos. Uma obra foi iniciada na semana passada após um processo de licitação.

“Desde 2024, houve demora na resposta para que a reforma começasse. E na minha opinião, a falta de contratação foi decisiva, porque falta gente para manutenção, para comprar, para trabalhar no processo de licitação”, lamentou.

Outra servidora da Faculdade de Educação, Diana Assunção, afirmou que o incidente representa mais uma “situação de precarização na universidade”. Ela disse que os profissionais da faculdade estão “muito indignados” e que estão fazendo o possível para evitar maiores danos ao acervo da biblioteca.

“Isso, sim, é uma violência contra a universidade, contra o patrimônio público, contra a pesquisa, contra a memória”, criticou a mulher.

Procurada pela reportagem, a Faculdade de Educação não se pronunciou sobre o assunto. O espaço segue aberto para atualizações.

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