Eleição 2026

Candidatos ao Senado por SP na chapa de Tarcísio se calam sobre 6×1

Assim como Derrite, que se ausentou da votação na Câmara, André do Prado não se pronunciou sobre a PEC que reduz jornada de trabalhadores

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images
Imagem colorida de manifestação pelo fim da escala 6x1
1 de 1 Imagem colorida de manifestação pelo fim da escala 6x1 - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O Metrópoles consultou os pré-candidatos ao Senado por São Paulo sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados, à espera de votação pelos senadores.

Nem todos, no entanto, quiseram se manifestar sobre o tema em tramitação na Casa Legislativa que buscam integrar a partir de 2027 (leia mais abaixo). Segundo pesquisa Genial Quaest realizada entre os dias 8 e 11 de maio, sete em cada dez brasileiros apoiam o fim da escala de seis dias trabalhados com um de descanso.

Da chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Guilherme Derrite (PP) se ausentou da votação na Câmara, nos dois turnos. Já o deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), André do Prado (PL), tampouco se posicionou sobre a PEC. Procurados pela reportagem, a dupla de pré-candidatos ao Senado não se manifestou. Já governador fez sua ponderação ao afirmar estar preocupado com os impactos da medida para o setor produtivo.

Lógico que todo mundo quer que o trabalhador possa passar mais tempo em casa, possa ter uma escala menor, ganhar a mesma coisa e estar com seus entes queridos. Mas a gente não pode enganar o trabalhador. E trabalhador e empreendedor funcionam juntos, formam um único sistema”, disse Tarcísio em discurso recente.

Correndo por fora, até o momento, da chapa do governador, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, hoje deputado federal pelo Novo, votou contra a redução da 6×1, assim como seus correligionários de outros estados.

O parlamentar aspirante ao Senado disse que o PL deu votos favoráveis ao fim da 6×1 por “medo da opinião pública, em vez de fazer o ‘certo’”. “Felizmente, os mais corajosos votaram contra”, afirmou Salles ao Metrópoles. O partido, casa de André em São Paulo, teve somente 11 votos contrários à PEC e 83 favoráveis. Já o PP de Derrite apoiou em peso a proposta, com seus 47 deputados federais.

Salles participou recentemente de uma reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em reforço à posição contrária da instituição à PEC.

Pré-candidatos da esquerda

Os cotados para a chapa do pré-candidato ao governo estadual Fernando Haddad (PT) se mantêm a favor da redução da jornada dos trabalhadores desde o início da tramitação da PEC.  Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) comemoraram nesta semana a aprovação na Câmara.

“O fim da escala 6×1 pode transformar a vida de 4,28 milhões de trabalhadores paulistas e de cerca de 7 milhões de pessoas em todo o Sudeste. No Brasil, são quase 15 milhões de vidas que poderão ter mais tempo para descansar, estudar, conviver com a família, acessar cultura e simplesmente existir para além do trabalho”, celebrou Marina.

Tebet citou “avanço” com a votação, mas lembrou que ainda falta a próxima etapa no Senado. “Avançamos, mas o jogo não está ganho, porque agora o projeto segue para o Senado, e lá tem muita casca de banana. Tem muita gente querendo sabotar o projeto”, avaliou. “Vamos continuar fazendo pressão, vamos continuar atentos”, completou.

Já França, que chamou a diminuição de jornada de “conquista importante”, ponderou sobre a necessidade de proteção às pequenas empresas. “O governo vai ter que encontrar um mecanismo de subir os tetos do MEI, do Simples e também criar algum tipo de benefício para que eles possam se adaptar a essa realidade sem que sejam punidos porque querem fazer o certo”, acrescentou.

Haddad afirmou que o fim da escala 6×1 representa “mais qualidade de vida, mais produtividade e mais dignidade” para os trabalhadores. O ex-ministro da Fazenda classificou o avanço da pauta no Congresso como uma “vitória histórica”.

Bancada paulista

Na Câmara, cinco deputados federais de São Paulo votaram contra a proposição que prevê a jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias, com dois de descanso. No primeiro turno, além de Salles, foram: Adriana Ventura (Novo), Fausto Pinato (União Brasil), Kim Kataguiri (Missão) e Rosangela Moro (PL). Dessa lista, apenas Pinato mudou o voto, assinalando ser favorável à proposta, no segundo turno da eleição na Casa.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações