Tarcísio diz que fim da 6×1 vai reduzir poder de compra do trabalhador. Veja vídeo

Em evento com empresários, governador de São Paulo defendeu que debate não seja precipitado e também leve empregadores em consideração

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Pablo Jabob/Governo do Estado de SP
Governador Tarcísio de Freitas
1 de 1 Governador Tarcísio de Freitas - Foto: Pablo Jabob/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o projeto do governo Lula (PT) para acabar com a escala 6×1. Em fala direcionada a empresários, Tarcísio defendeu que a proposta também considere os ônus ao setor produtivo.

“Lógico que todo mundo quer que o trabalhador possa passar mais tempo em casa, possa ter uma escala menor, ganhar a mesma coisa e estar com seus entes queridos. Mas a gente não pode enganar o trabalhador. E trabalhador e empreendedor funcionam juntos, formam um único sistema”, disse o governador na Apas Show, evento da Associação Paulista de Supermercados.

“Não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador. Não adianta achar que o trabalhador que vai ter a sua jornada reduzida, mas vai perder o seu poder de compra, vai aproveitar essa jornada com a sua família. Ele vai ter que perder o tempo livre, fazendo bico para garantir o mínimo de renda. Isso é extremamente preocupante”, acrescentou Tarcísio.

Segundo Tarcísio, as diferentes propostas sobre o tema “devem ser encaradas com muita seriedade, não de uma forma açodada“. O pré-candidato à reeleição no estado também afirmou que a maioria dos supermercados paulistas funciona com escala 5×2 sem redução da carga-horária. De acordo com o governador, isso garantiu a renda e a formalidade dos trabalhadores.

Fim da escala 6×1

O projeto para acabar com a jornada de seis dias de trabalho para um dia de folga e reduzir a jornada de trabalho é uma das principais bandeiras de Lula, que também é pré-candidato à reeleição.

Enviado pelo governo ao Congresso em abril, o projeto de lei 1838/26 reduz de 44 horas para 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sem redução no salário. A medida também prevê ao trabalhador dois descansos remunerados por semana, preferencialmente aos sábados e domingos. O objetivo, segundo o governo, é melhorar a produtividade do país, com trabalhadores mais qualificados e com menos adoecimentos.

Paralelamente, o Congresso também discute uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta é prioridade da Casa este mês, com a expectativa de que seja construído um texto de convergência.

De acordo com o Motta, será necessário “sentar para tentar fazer um texto de convergência”. “Essa matéria não é uma matéria que pertence a um partido ou pertence ao governo, ela pertence ao país”, completou.

O parlamentar destacou que tanto a PEC quanto o projeto de lei terão prosseguimento na Casa. Segundo ele, o objetivo é adequar a legislação e garantir segurança jurídica para empregadores e empregados. Situações específicas serão tratadas no projeto de lei e em convenções trabalhistas.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?