PM Gisele: sangue em toalha e bermuda indicam feminicídio, diz polícia

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso nesta quarta-feira (18/3). Laudo da perícia fortaleceu hipótese de que PM Gisele foi morta

atualizado

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A investigação policial que culminou na prisão do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, nesta quarta-feira (18/3), apontou uma série de contradições na versão do acusado. Um elemento, no entanto, foi preponderante para fortalecer a hipótese de feminicídio: a presença de sangue em objetos pessoais do suspeito e no banheiro da casa.

Os exames realizados pela perícia — com o uso do reagente Luminol — detectaram vestígios de sangue na bermuda do policial militar e até mesmo na toalha usada por ele para se secar após tomar banho no dia do crime.

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No escuro, reação de luminol em contato com o sangue fica ainda mais evidente
Toalha usada pelo policial foi encontrada na varanda do apartamento
Sangue foi detectado dos dois lados
Presença do sangue também foi detectada pela perícia na bermuda do investigado
Segundo perícia, reação indica gotejamento de sangue na bermuda.
Uso de luminol apontou presença de sangue em toalha usada pelo policial
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Uso de luminol apontou presença de sangue em toalha usada pelo policial

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No escuro, reação de luminol em contato com o sangue fica ainda mais evidente
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No escuro, reação de luminol em contato com o sangue fica ainda mais evidente

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Toalha usada pelo policial foi encontrada na varanda do apartamento
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Toalha usada pelo policial foi encontrada na varanda do apartamento

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Sangue foi detectado dos dois lados
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Sangue foi detectado dos dois lados

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Presença do sangue também foi detectada pela perícia na bermuda do investigado
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Presença do sangue também foi detectada pela perícia na bermuda do investigado

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Segundo perícia, reação indica gotejamento de sangue na bermuda.
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Segundo perícia, reação indica gotejamento de sangue na bermuda.

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Como o Metrópoles mostrou, a polícia já havia encontrado sangue dentro do box do banheiro da casa. O material foi detectado nos registros do chuveiro, na parede e no chão do banheiro.

O tenente-coronrel Rosa Neto é o principal suspeito pela morte de sua esposa, a PM Gisele Alves Santana, de 32 anos. Antes registrado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita e agora é tratado como feminicídio.

A presença de sangue tanto nas peças de roupa quanto no banheiro, em contraposição com o laudo que não detectou resíduos de disparo de arma de fogo nas mãos do coronel, foi destacada pelo delegado do caso ao pedir a prisão de Rosa Neto.

“A única explicação tecnicamente compatível com a presença de sangue nos registros de água, na parede, no chão do box e em sua bermuda é que o investigado entrou no banheiro já impregnado de sangue, que lavou sob o chuveiro antes de receber qualquer equipe de socorro, em conduta deliberada de destruição de evidências”, disse o delegado Lucas de Souza Lopes, do 8º Distrito Policial, que presidiu o inquérito.

Em outros trechos do documento, o delegado diz que esses resultados são os de “maior relevância para a demonstração da autoria do feminicídio” e mostram que o tenente-coronel “tomou banho com o propósito deliberado de eliminar os vestígios de sua participação no evento letal”.

“Trata-se de prova que confirma, simultaneamente, a autoria do feminicídio e a prática da fraude processual prevista no art. 347, parágrafo único, do Código Penal”, afirma ele.

A presença de sangue foi detectada pela perícia com o auxílio do luminol, um composto que reage em contato com o ferro da hemoglobina e emite uma luz azul. As imagens das reações foram anexadas ao inquérito policial do caso.

O resultado dos laudos contraria a versão dada pelo tenente-coronel, que repetiu à polícia, e também em entrevistas, que não tocou na esposa ao vê-la caída e já ensanguentada.

Arrebatada pelas costas

Segundo a investigação do Tribunal de Justiça Militar (TJM), Gisele foi “abordada por trás, com mão esquerda do agressor na mandíbula/face e arma na mão direita dirigida à têmpora direita. Após o disparo, o corpo foi deposto ao chão, houve escoamento sanguíneo e manipulações subsequentes (inclusive posição da arma na mão)”, descreveu um  documento do TJM ao qual o Metrópoles teve acesso.

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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
Soldado foi ferida com a arma do marido
Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
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WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada

Arquivo Pessoal
Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

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Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
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Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

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Soldado foi ferida com a arma do marido
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Soldado foi ferida com a arma do marido

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Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
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Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas

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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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O tribunal levou em conta o contexto de violência doméstica que rodeava o relacionamento entre Geraldo e Gisele. O tenente-coronel também usava sua posição hierárquica para potencializar a violência, apontaram as apurações.

O TJM também levou em consideração que, no dia da morte da PM, Geraldo ligou para terceiros antes de acionar o 190.

“Os primeiros socorristas relataram que a cena que presenciaram ao chegarem no local do ocorrido foi atípica para suicídio: Gisele estava ao solo, envolta por toalha, com a arma semiempunhada na mão direita, sem contratura muscular, tendo sido retirado com facilidade pelo socorrista, com manchas de sangue concentradas na região da cabeça e do braço direito. Além disso, o investigado estava no corredor, sem camisa, ao telefone, mantendo tranquilidade incomum ao contexto, enquanto a Sd PM Gisele ainda apresentava batimentos cardíacos e respiração profunda e agonizante no interior do apartamento”, disse o documento.

Para o TJM, o mosaico probatório também aponta que o investigado era a única pessoa com Gisele antes do fato e o primeiro a intervir na cena, “o que robustece a autoria em seu desfavor”.


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