Caso Gisele: limpeza de apartamento foi gesto “humanitário”, diz PM

Corregedor diz que limpeza da cena do crime foi feita para poupar a família da vítima da tarefa. Coronel foi preso nesta 4ª por feminicídio

atualizado

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Arquivo pessoal
Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles
1 de 1 Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Militar entendeu que não houve desvio de função das três policiais militares que limparam o apartamento onde a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no Brás, região central de São Paulo. O marido dela, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso nesta quarta-feira (18/3) por suspeita de feminicídio e fraude processual.

“As policiais que estiveram para fazer essa limpeza, o fizeram por uma questão de humanidade. No primeiro momento, a notícia que se tinha era de um suicídio. A polícia já tinha passado e liberado o local do crime. Não havia impedimento legal”, disse o corregedor da Polícia Militar, Alex dos Reis Asaka, em coletiva na Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Ainda segundo Asaka, a limpeza — realizada após o trabalho dos peritos — não foi feita no sentido de “suprimir qualquer tipo de crime, mas como um gesto humanitário, para que a família de Gisele não tivesse que se encarregar da tarefa em meio ao luto.

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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
Soldado foi ferida com a arma do marido
Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada
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WhatsApp de policial morta foi vizualizado quando ela já estava baleada

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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

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Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
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Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

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Soldado foi ferida com a arma do marido
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Soldado foi ferida com a arma do marido

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Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas
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Oficial teria comportamento controlador e ciumnto segundo testemunhas

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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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A PM informou que quem solicitou a presença das policiais no apartamento foi o coronel Allan Marques Bueno, comandante do CPAM-5, descartando a hipótese inicial de que o próprio suspeito do crime havia feito o acionamento.

Prisão do coronel

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi preso nesta quarta-feira em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba. O mandado de prisão foi cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar e acompanhado por policiais civis.

Veja momento da prisão:

O inquérito policial militar aberto para investigar o caso apura possível prática de feminicídio e fraude processual por parte do coronel Neto. O caso foi tratado inicialmente como suicídio. A prisão preventiva do tenente-coronel foi decretada pela Justiça Militar de São Paulo após um pedido da Polícia Civil.

A prisão foi decretada após o avanço das investigações do 8º Distrito Policial do Brás, que analisou laudos periciais, depoimentos de testemunhas e registros das primeiras horas após o disparo que atingiu a cabeça da PM.

Os investigadores apontam que a dinâmica do caso não é compatível com a versão inicial dada pelo tenente-coronel. O mandado de prisão também menciona que a PM Gisele era vítima de violência física, psicológica e patrimonial por parte do marido.


Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel


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