PMs limparam apartamento onde esposa de coronel morreu, diz testemunha

Soldado Gisele Alves Santana foi encontrada caída na sala, com tiro na cabeça; caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Instagram/Reprodução
Imagem colorida da policial militar Gisele Alves Santana, morta - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida da policial militar Gisele Alves Santana, morta - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

Três policiais militares femininas foram ao apartamento onde a soldado Gisele Alves Santana foi encontrada baleada na cabeça para limpar o local poucas horas após a ocorrência. A informação consta no depoimento da inspetora de condomínio Fabiana, de 48 anos, prestado à Polícia Civil no inquérito que apura a morte da PM.

Segundo a testemunha, às 17h48 do mesmo dia do disparo, as três PMs foram ao imóvel, localizado na região do Brás, centro da capital paulista. Elas teriam entrado no apartamento para realizar a limpeza do local onde a soldado havia sido encontrada ensanguentada horas antes.

De acordo com o relato da inspetora, obtido pelo Metrópoles, as policiais foram identificadas como duas soldados e uma cabo. Fabiana acrescentou que acompanhou a entrada do trio no apartamento.

PMs limparam apartamento onde esposa de coronel morreu, diz testemunha - destaque galeria
10 imagens
Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
1 de 10

Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

Imagem obtida pelo Metrópoles
Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
2 de 10

Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

Reprodução
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
3 de 10

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
4 de 10

Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
5 de 10

Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

Instagram/Reprodução
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
6 de 10

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
7 de 10

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
8 de 10

Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
9 de 10

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

Instagram/Reprodução
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
10 de 10

Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

Instagram/Reprodução

A testemunha disse que, naquele momento, o local ainda era o mesmo onde equipes de socorro haviam atendido a vítima pela manhã. Imagens da sala, onde a soldado foi encontada, mostram o chão repleto de sangue, espalhado após equipes de socorristas arrastarem Gisele, para realizar manobras de ressucitação.

Entrada de outras pessoas no imóvel

O depoimento da inspetora também relata que outras pessoas tiveram acesso ao apartamento após a ocorrência.

Segundo Fabiana, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, retornou ao imóvel ainda no mesmo dia. De acordo com a testemunha, ele entrou no apartamento para pegar alguns pertences antes de seguir para São José dos Campos, no interior de São Paulo.

A mesma testemunha relatou ainda que, logo após o atendimento inicial à vítima, o coronel havia permanecido no corredor do prédio enquanto falava ao telefone, além de também conver com policiais que atendiam a ocorrência.

Durante esse período, segundo a inspetora, o oficial entrou novamente no apartamento para tomar banho, mesmo após o disparo. Relatos de PMs que conduziam a ocorrência indicam que o oficial desrespeitou a orientação para irem imediatamente à delegacia.

As informações prestadas por Fabiana passaram a integrar o inquérito que analisa a dinâmica dos fatos dentro do imóvel.

Caso é investigado

A soldado Gisele Alves Santana foi baleada, no início da manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido. A ocorrência foi irradiada por volta das 7h57, após a informação de que uma policial militar havia sido atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça.

Equipes de resgate foram enviadas ao local e iniciaram manobras de reanimação ainda no apartamento. A vítima foi encaminhada em estado gravíssimo ao Hospital das Clínicas, onde morreu, às 12h04, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado pelo tiro.

O marido da vítima, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, afirmou à polícia que estava no banheiro tomando banho quando ouviu um barulho e, ao sair do cômodo, encontrou a esposa caída no chão da sala, com a arma nas mãos.

A pistola utilizada no disparo foi identificada como uma Glock calibre .40, pertencente ao acervo da Polícia Militar e registrada em nome do oficial.

Morte suspeita

Inicialmente tratado como possível suicídio, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como morte suspeita. A Corregedoria da Polícia Militar também instaurou procedimento próprio para apurar eventuais responsabilidades administrativas e disciplinares.

Perícias, imagens de câmeras do prédio e depoimentos de testemunhas integram o conjunto de provas que tenta reconstruir o que aconteceu dentro do apartamento na manhã em que a policial foi baleada.

O Metrópoles procurou a Polícia Militar. Em nota, a corporação disse que todas as circunstâncias relacionadas à morte da Sd. PM Gisele Alves Santana são apuradas por meio de inquéritos instaurados pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar. “A Instituição não compactua com irregularidades ou desvios de conduta e ressalta que, caso seja constatada qualquer ilegalidade, as medidas cabíveis serão adotadas”, finaliza o texto.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?