“Não vai sobreviver”, disse coronel enquanto esposa PM agonizava

Tenente-coronel da PM afirmou que a esposa havia dado um tiro na cabeça; caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita

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Reprodução/Polícia Civil
MOntagem com retrato de homem branco, sem barba e cabelo curto, a esquerda. Direita chão com mancha de sangue - Metrópoles
1 de 1 MOntagem com retrato de homem branco, sem barba e cabelo curto, a esquerda. Direita chão com mancha de sangue - Metrópoles - Foto: Reprodução/Polícia Civil

A inspetora de condomínio Fabiana Pereira relatou à Polícia Civil uma cena que precedeu a morte da soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana. Ela foi encontrada baleada na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, na região do Brás, centro paulistano.

Segundo o depoimento prestado no inquérito, a policial ainda estava viva enquanto recebia atendimento de socorristas dentro do imóvel. Ao ser informado por uma policial de que a esposa apresentava sinais de vida, o oficial reagiu dizendo que “com o tiro que ela levou não sobreviveria”, conforme relatou a inspetora do condomínio, Fabiana Pereira, em depoimento à Polícia Civil.

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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

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Fabiana contou aos investigadores que chegou ao andar do apartamento após perceber a movimentação de equipes de resgate no prédio onde trabalha. No corredor, encontrou o coronel andando de um lado para o outro. Ele estava sem camisa e, segundo ela, não apresentava manchas de sangue nas mãos nem no corpo.

A inspetora afirmou ainda que o oficial disse que a esposa teria “se dado um tiro”. Ao se aproximar da porta do apartamento, ela viu Gisele caída no chão, com grande quantidade de sangue, enquanto socorristas tentavam reanimá-la.

Do lado de fora, no corredor, Fabiana permaneceu perto do oficial enquanto ele falava ao telefone com uma pessoa a quem chamava de “excelência”. O Metrópoles apurou se tratar do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Banho e barulho

Durante a ligação, segundo o depoimento, o coronel repetia a versão de que estava no banho quando ouviu um barulho e, ao sair do banheiro, encontrou a esposa ferida. O magistrado foi ao local, minutos depois, e acompanhou o desdobramento do caso. Ambos são amigos.

Minutos depois, uma policial se aproximou do oficial para informar que Gisele ainda estava viva e sendo socorrida. Foi nesse momento que ocorreu a reação registrada no depoimento da inspetora.

Morte provocada no apartamento

A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana foi baleada na manhã de 18 de fevereiro dentro do apartamento onde vivia com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo. A ocorrência foi irradiada por volta das 7h57 pelo Copom, após a informação de que uma policial militar havia sido atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça. Uma vizinha do mesmo andar relatou, também em depoimento, que foi acordada em decorrência do som do tiro por volta das 7h30.

Equipes de resgate foram enviadas ao local e iniciaram imediatamente manobras de reanimação. A vítima foi encaminhada em estado gravíssimo ao Hospital das Clínicas, onde morreu às 12h04, segundo atestado de óbito, obtido pela reportagem.

A única pessoa presente no apartamento, no momento do disparo, era o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.

Versão apresentada pelo coronel

Em depoimento à polícia, o oficial afirmou que estava no banheiro tomando banho quando ouviu um barulho que inicialmente interpretou como uma porta batendo. Ao sair do cômodo, disse ter encontrado Gisele caída no chão da sala, com intenso sangramento na região da cabeça.

Ele relatou ainda que a arma de fogo estava nas mãos da vítima. A pistola utilizada no disparo foi identificada como uma Glock calibre .40, pertencente ao acervo da Polícia Militar e registrada em nome do próprio coronel. De acordo com o relato prestado à polícia, o armamento ficava guardado em um armário de seu quarto particular.

Todas as testemunhas afirmaram que o oficial estava com o corpo e as roupas secos. Além disso, não havia rastro de água no chão, indicando que ele teria saído do banho.

Caso passou a ser investigado

Inicialmente registrado como possível suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias da morte da PM.

Além do inquérito conduzido no 8º DP (Brás), a Corregedoria da Polícia Militar instaurou procedimento próprio para apurar os fatos.

Entre as medidas determinadas na investigação, estão a realização de laudos periciais, análise de imagens de câmeras de segurança do prédio e a obtenção dos áudios das ligações feitas pelo coronel no momento da ocorrência. O Metrópoles já mostrou a mudança de tom com a qual o oficial fala nos dois telefonemas. Clique aqui para ouvir.

As circunstâncias do disparo e a dinâmica dentro do apartamento seguem sob apuração.

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