PM Gisele: 42 pessoas serão ouvidas em 5 dias de audiências de coronel

Audiências encerram fase de instrução e definem se tenente-coronel Geraldo Neto será submetido ao Tribunal do Júri pela morte da esposa

atualizado

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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles
1 de 1 Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal

O julgamento que decidirá se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, será ou não submetido ao Tribunal do Júri vai ser dividido em cinco dias e terá o depoimento de 42 testemunhas. Ele é acusado de matar a esposa, a policial militar (PM) Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça.

As audiências que encerram a fase de instrução estão marcadas para começar em 29 de junho, e encerram somente em 3 de julho, com o interrogatório do réu.

Dentre as testemunhas, estão policiais civis e militares, familiares e amigos da vítima, agentes que atenderam a ocorrência, vizinhos e funcionários do prédio onde o casal morava. Geraldo deve ouvir todos os depoimentos.

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

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Fabio Vieira/Especial Metrópoles

Relembre o caso


Veja o calendário de oitivas

29 de junho (7 pessoas)

  • Lucas de Souza Lopes (delegado que investigou o caso)
  • Tadeu Gomes Correa (perito criminal e médico legista que investigou o corpo da vítima)
  • Amanda Rodrigues Marinone (perita criminal que investigou a cena do crime)
  • Damiana Alves da Silva (sargento da PM, psicóloga e confidente de Gisele)
  • Guilherme Adriano Lucas (1º tenente da PM que atendeu a ocorrência)
  • Adalberto Fernandes Lima (PM)
  • Julle Anne Gonçalves Matos Bozio (vizinha do casal)

30 de junho (12 pessoas)

  • Cícero Gecycleiton dos Santos e Silva (PM que atendeu a ocorrência e apresentou caso à Polícia Civil)
  • Rosângela Araújo da Silva (Corregedoria da PM que apurou conduta dos militares envolvidos)
  • Rafael Gustavo de Aguiar (capitão da PM que atendeu a ocorrência)
  • Guilherme Adriano Lucas (1º tenente que atendeu a ocorrência)
  • Rafael Rodrigues dos Santos (Sargento da PM e chefe imediato da vítima)
  • Suziene de Fátima Batista do Amaral de Melo (cabo da PM e amiga da vítima)
  • Sara Barbosa Zerbinatti (soldado da PM e amiga da vítima)
  • Cristina Amélia da Silva (cabo da PM e amiga da vítima)
  • Sheila Aparecida Magrini Cruz (subtenente da PM e amiga da vítima)
  • Rômulo Henrique de Andrade Oliveira (soldado do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Rodrigo Almeida Rodrigues (sargento do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Testemunha protegida X

1 de julho (9 pessoas)

  • Marinalva Vieira Alves de Santana (mãe da vítima)
  • Filha da vítima (ouvida em depoimento especial)
  • José Simonal Teles de Santana (pai da vítima)
  • Pedro Gabriel Alves De Santana (irmão da vítima)
  • José Gean Da Silva Costa (ex-marido da vítima)
  • Eduardo André Forti Alves (cabo do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Erica Alonso Coe (testemunha ouvida de forma virtual)
  • Maria Luiza Coe Rosa (testemunha ouvida de forma virtual)
  • Artur Flávio Dias (testemunha ouvida de forma virtual)

2 de julho (13 pessoas)

  • Rodrigo Nascimento (cabo da PM e ex-motorista do investigado)
  • Leonardo Ferreira Martins de Souza (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Allan Marques Bueno (coronel da PM e comandante do réu à época)
  • Marcio Henrique Camargo (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Cleuma Nunes de Araujo Alecrim (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Eliane Ferreira dos Santos (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Josecélia Leopoldina de Souza (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Ana Claudia Trevisan Ferraz Bartholomeu (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Jhosini Evelyn Pereira Munita (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Bárbara Alves Celestino (tenente da PM que trabalhava com o réu)
  • Fabiana Gustis (inspetora do condomínio onde morava o casal)
  • Benedita Aparecida Nunes (testemunha de defesa ouvida de forma virtual)
  • Vinicius Sobreiro Peixoto (testemunha de defesa ouvida de forma virtual)

3 de julho (1 pessoa)

  • Geraldo Leite Rosa Neto (tenente-coronel da PM e réu)

Desembargador não está entre testemunhas arroladas

O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e para quem Geraldo ligou após o disparo, não foi arrolado como testemunha para a audiência de instrução. Os autos mostram que tanto a acusação quanto a defesa entenderam que sua participação, embora relevante no dia dos fatos, não era necessária ou pertinente para a prova do crime em si.

O magistrado foi até o apartamento na manhã em que Gisele foi encontrada morta e orientou o tenente-coronel. Antes disso, o militar ligou diversas vezes para o desembargador.

Cogan relatou à Polícia Civil que, naquela manhã, havia acabado de sair de uma aula de ginástica, quando recebeu uma ligação do coronel, que falava de forma acelerada e nervosa. Registros da Polícia Científica, obtidos pelo Metrópoles, mostram que esse contato não foi imediato nem único.

Antes de conseguir falar pela primeira vez com o desembargador, às 8h04, o tenente-coronel tentou contato ao menos três vezes, entre 8h02 e 8h03, sem sucesso. Há ainda registros de novas oito tentativas até que, por volta das 8h41, o magistrado atende novamente à chamada do oficial.

Além do desembargador, Geraldo Neto já havia feito outras ligações, tentando acionar o 190, não aguardando atendimento em um primeiro momento. Também falou com um superior e, só depois, voltou a buscar contato externo, incluindo o magistrado.

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