“Nunca passou pela cabeça dela”, diz ex da PM Gisele sobre suicídio

Fala do ex-marido e também pai da filha de Gisele, em depoimento à polícia, nesta sexta foi revelada por advogado da família da PM morta

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Mulher loira, de cabelos compridos, segura criança ao seu lado, no colo - Metrópoles
1 de 1 Mulher loira, de cabelos compridos, segura criança ao seu lado, no colo - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ex-marido e também pai da filha da policial militar (PM) Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento em que morava, disse, em depoimento à Polícia Civil, na tarde desta sexta-feira (13/3), que a mulher não tinha interesse em cometer sucídio.

“Nunca passou pela cabeça dela”, confirmou o advogado José Miguel Júnior Silva, que representa a família da PM Gisele, em entrevista coletiva à imprensana sede do 8° Distrito Policial (Belenzinho), na região central de São Paulo, após o término da oitiva.

Ainda de acordo com o advogado, o ex-marido de Gisele também contou, entre outros detalhes, que a filha teria dito, um dia antes da morte de Gisele, após buscar a menina, que a criançaç não queria mais voltar pra casa do “tio Neto, porque a mamãe tava sofrendo muito”. O depoimento faz parte da investigação sobre a morte suspeita da PM no dia 18 de fevereiro.

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Um dia antes de a mulher ser encontrada morta, o ex-marido havia buscado a filha do casal no apartamento de Gisele. Agora, em sua apresentação à polícia, o homem também deve afirmar que a ex-mulher nunca havia tido a intenção de se matar enquanto estiveram juntos.

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, então marido da vítima, é investigado por perseguir, intimidar e ameaçar a esposa morta. Depoimentos de amigos e familiares denunciam que o relacionamento do casal era conturbado e a polícia apura se o homem tem responsabilidade pela morte de Gisele.


Relembre o caso

  • Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça, disparado pela arma do companheiro, no dia 18 de fevereiro.
  • Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, no entanto, após depoimentos de familiares e inconsistências nos relatos do marido, a ocorrência foi alterada para morte suspeita.
  • Em declaração inicial dada à polícia, o coronel alegou ter pedido o divórcio, o que teria causado uma reação negativa da esposa, que teria, então, atentado contra a própria vida. Os fatos teriam ocorrido, segundo declaração do oficial, quando ele estava no banho.
  • O coronel disse ter acionado o resgate do helicóptero Águia, da PM, e a presença da corporação no endereço, além de ter entrado em contato com um amigo desembargador, para comparecer ao local.
  • Após o ocorrido, o oficial da PM disse que foi levado ao Hospital das Clínicas (HC) para atendimento psicológico com duas profissionais.
  • O militar, contudo, ainda retornou para casa, onde tomou um banho e trocou de roupa, o que gerou estranhamento na investigação.
  • Duas semanas após a morte da companheira, Geraldo Neto pediu afastamento de suas atividades na Polícia Militar.

Fragilidades na versão do coronel

A versão apresentada pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto sobre a morte da esposa foi confrontada por uma série de elementos reunidos no inquérito policial, obtido pela reportagem.

Desde o início, o coronel alega que a mulher teria cometido suicídio. No entanto, detalhes reunidos ao longo da investigação passaram a enfraquecer essa versão.

A defesa do oficial, por meio de nota, afirmou que o cliente não é investigado, suspeito, ou indiciado “no procedimento formal em curso”, o qual classificou como “trágico suicídio”.

Quem era a PM esposa de coronel encontrada morta

A agente, que recentemente havia conseguido uma promoção para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), deixou uma filha e era apontada como uma amiga presente.

Gisele trabalhava desde os 17 anos, idade em que obteve um emprego como caixa em um supermercado, na zona leste. A policial foi criada e sempre morou na região do Jardim Romano, antes de se mudar com o marido para o centro da capital paulista.

Em entrevista ao Metrópoles, uma amiga da vítima contou que a policial sempre quis ter o próprio dinheiro e decidiu entrar para a corporação. A colega definiu Gisele como “centrada e determinada”.

Antes de morrer, a mulher estava feliz em poder ganhar mais e ter melhor qualidade de vida. Segundo pessoas próximas, ela “fazia o possível e o impossível” para cuidar da filha.

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