Tenente-coronel quebra silêncio sobre esposa PM encontrada morta

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto negou ter matado a esposa PM e tentou esclarecer pontos levantados sobre o caso

atualizado

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Imagem colorida mostra o tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra o tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto quebrou o silêncio e se pronunciou, nesta quarta-feira (11/3), sobre o caso em que sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, foi encontrada morta com um tiro na cabeça, dentro do apartamento em que morava no bairro do Brás, no centro de São Paulo.

Em entrevista dada à TV Record, Neto falou pela primeira vez sobre o ocorrido. Em uma conversa longa, o tenente-coronel negou ter matado a companheira e reafirmou a versão de que a mulher teria tirado a própria vida.

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Tenente-coronel quebra silêncio sobre esposa PM encontrada morta - imagem 4
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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

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Tiro na cabeça

O oficial voltou a falar que estava tomando banho quando, segundo ele, Gisele deu um tiro na própria cabeça. Ao ver a esposa caída no chão, com sangramento na cabeça, Neto disse que não prestou os primeiros socorros à mulher, pois não tinha os equipamentos necessários para atender Gisele, mesmo tendo o conhecimento técnico para isso, aprendido na corporação.

O homem negou ter alterado a cena do crime e também refutou ter se aproximado do corpo da esposa. Ele acionou a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros para o resgate. O oficial narrou a chegada de três bombeiros, com equipamentos de resgate, como desfibrilador, maca etc.

Passou mal e tomou segundo banho

Na conversa, o tenente-coronel afirmou que começou a passar mal durante o atendimento da esposa, quando sua pressão arterial chegou a 20 por 18, conforme mensurado por um médico que estava no local. Ele diz ter precisado tomar dois remédios para controlar a situação e ainda teria ouvido de um profissional da saúde que estaria prestes a ter um acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto.

Em meio a essa situação, o oficial teria ido tomar um segundo banho. Na versão oficial do inquérito policial, depoimentos de policiais envolvidos no atendimento apontam que os agentes recomendaram Neto a não tomar banho e ir imediatamente à delegacia para prestar esclarecimentos. Porém, na fala ao vivo, o tenente-coronel contou que não recebeu qualquer recomendação quanto ao segundo banho.

Além disso, ele contou que não se sujou de sangue com o ocorrido, mas precisou se banhar pela carga emocional que o ocorrido gerou.

O tenente-coronel também negou ter usado o seu cargo policial para interferir na investigação, dizendo que estava no local como morador do apartamento que acabou de ver a esposa morta, não como policial.

Banheiro seco e marca no pescoço

O policial também falou sobre dois tópicos, levantados durante a investigação, que geraram dúvidas quanto ao depoimento do coronel.

A primeira foi sobre o banheiro seco. Uma das versões relatadas pelo próprio oficial é que ele estaria no banho quando ouviu um barulho vindo do apartamento. Ao sair do banheiro, segundo disse, encontrou a esposa caída no chão e fez as ligações de emergência.

Testemunhas, no entanto, relataram que o chão do apartamento estava seco, enquanto o coronel afirma ter saído do chuveiro instantes antes.

Em entrevista ao vivo, Neto negou a versão das testemunhas, argumentando que, inclusive, deixou o chuveiro ligado.

Sobre as marcas de estrangulamento analisadas pelo laudo médico no pescoço da vítima, o tenente-coronel negou ter sido o autor das lesões e levantou a hipótese de ter sido a filha de Gisele, um criança de 7 anos, durante uma caminhada em que a menina ficou no colo da mãe, com as mãos no pescoço dela.

Envio de PMs para limpar apartamento

Na entrevista, o tenente-coronel negou ter enviado as três policiais militares para limpar o apartamento do casal. Segundo ele, as agentes foram mandadas ao local pelo comandante dele, depois que o local já havia sido liberado.

No depoimento de uma testemunha obtido pelo Metrópoles, a inspetora do condomínio em que o casal vivia, Fabiana, contou que diversas pessoas foram ao apartamento após a morte da soldado.

Segundo o relato, três policiais teriam ido ao imóvel, às 17h48 do mesmo dia, para realizar a limpeza do local.

No relato consta também que o coronel Geraldo Rosa Neto teria retornado ao apartamento no mesmo dia para buscar alguns pertences antes de ir para São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

A mesma testemunha relatou, ainda, que, logo após o atendimento inicial à vítima, o coronel havia permanecido no corredor do prédio enquanto falava ao telefone, além de conversar com policiais que atendiam à ocorrência. Em certo momento, ao saber que ela ainda estava viva, ele teria dito que “ela não vai sobreviver”.

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