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São Paulo

Pai da filha da PM Gisele presta depoimento à Polícia Civil

O ex-marido deve comentar sobre a relação com a ex-esposa e a personalidade da vítima. PM foi encontrada morta em 18 de fevereiro

, Repórter de São Paulo13/03/2026 16:45, atualizado 13/03/2026 19:19
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Instagram/Reprodução
Foto colorida da policial militar Gisele Alves Santana.

O ex-marido da policial militar (PM) Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento em que morava, está prestando depoimento à Polícia Civil, na tarde desta sexta-feira (13/3), na sede do 8° Distrito Policial (Belenzinho), na região central de São Paulo.

Há expectativa de que o homem comente sobre a relação com a ex-esposa e também sobre a personalidade da vítima. O depoimento faz parte da investigação sobre a morte suspeita da PM no dia 18 de fevereiro.

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Um dia antes de a mulher ser encontrada morta, o ex-marido havia buscado a filha do casal no apartamento de Gisele. Agora, em sua apresentação à polícia, o homem também deve afirmar que a ex-mulher nunca havia tido a intenção de se matar enquanto estiveram juntos.

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, então marido da vítima, é investigado por perseguir, intimidar e ameaçar a esposa morta. Depoimentos de amigos e familiares denunciam que o relacionamento do casal era conturbado e a polícia apura se o homem tem responsabilidade pela morte de Gisele.


Relembre o caso

  • Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça, disparado pela arma do companheiro, no dia 18 de fevereiro.
  • Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, no entanto, após depoimentos de familiares e inconsistências nos relatos do marido, a ocorrência foi alterada para morte suspeita.
  • Em declaração inicial dada à polícia, o coronel alegou ter pedido o divórcio, o que teria causado uma reação negativa da esposa, que teria, então, atentado contra a própria vida. Os fatos teriam ocorrido, segundo declaração do oficial, quando ele estava no banho.
  • O coronel disse ter acionado o resgate do helicóptero Águia, da PM, e a presença da corporação no endereço, além de ter entrado em contato com um amigo desembargador, para comparecer ao local.
  • Após o ocorrido, o oficial da PM disse que foi levado ao Hospital das Clínicas (HC) para atendimento psicológico com duas profissionais.
  • O militar, contudo, ainda retornou para casa, onde tomou um banho e trocou de roupa, o que gerou estranhamento na investigação.
  • Duas semanas após a morte da companheira, Geraldo Neto pediu afastamento de suas atividades na Polícia Militar.

Fragilidades na versão do coronel

A versão apresentada pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto sobre a morte da esposa foi confrontada por uma série de elementos reunidos no inquérito policial, obtido pela reportagem.

Desde o início, o coronel alega que a mulher teria cometido suicídio. No entanto, detalhes reunidos ao longo da investigação passaram a enfraquecer essa versão.

A defesa do oficial, por meio de nota, afirmou que o cliente não é investigado, suspeito, ou indiciado “no procedimento formal em curso”, o qual classificou como “trágico suicídio”.

Quem era a PM esposa de coronel encontrada morta

A agente, que recentemente havia conseguido uma promoção para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), deixou uma filha e era apontada como uma amiga presente.

Gisele trabalhava desde os 17 anos, idade em que obteve um emprego como caixa em um supermercado, na zona leste. A policial foi criada e sempre morou na região do Jardim Romano, antes de se mudar com o marido para o centro da capital paulista.

Em entrevista ao Metrópoles, uma amiga da vítima contou que a policial sempre quis ter o próprio dinheiro e decidiu entrar para a corporação. A colega definiu Gisele como “centrada e determinada”.

Antes de morrer, a mulher estava feliz em poder ganhar mais e ter melhor qualidade de vida. Segundo pessoas próximas, ela “fazia o possível e o impossível” para cuidar da filha.

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