Monark tem novo canal derrubado dias após anúncio de retorno

Monark tinha anunciado um novo canal de entrevistas no YouTube, no dia 26 deste mês, mas teve o programa derrubado pelo YouTube

atualizado

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Fotografia colorida de Monark
1 de 1 Fotografia colorida de Monark - Foto: Reprodução

O influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, teve o novo canal derrubado pelo YouTube dias após anunciar o seu retorno nas redes sociais, em 26 de abril.

Segundo a defesa do influenciador, o canal recém-lançado, chamado de Bruno Aiub Show, tinha apenas um vídeo fazendo um tour pelo estúdio que estava sendo preparado para futuras entrevistas, ainda não iniciadas. Apesar disso, o advogado afirma que a plataforma removeu o perfil alegando violações das diretrizes da comunidade.

Em nota posicionamento, a defesa ainda informa que não foi informada sobre nenhuma ordem de censura proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra Monark, dizendo que as decisões anteriores foram revogadas em fevereiro deste ano.

No momento desta publicação, um relatório da Polícia Federal está com o STF. O documento aponta que o influenciador manteve um padrão de declarações com ataques ao sistema eleitoral e a ministros da Corte, além de questionar a lisura das urnas eletrônicas.

O documento foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes na tarde dessa quarta-feira (29/4), no âmbito do inquérito que apura suposta desobediência a decisões judiciais por parte do influenciador.

Monark apresentou recurso interno contra a decisão de Youtube de remover o canal e aguarda a resposta da plataforma para tomar as medidas apropriadas, “visando sempre à garantia de seus direitos e ao respeito à legislação aplicável”.


Fala sobre nazismo

  • Monark ficou três anos longe das redes sociais, após falar que o “nazista tinha que ter o partido reconhecido” durante um podcast.
  • A declaração teve ampla repercussão negativa e, à época, a Amazon chegou a interromper o vínculo com o Flow. Ele foi demitido do programa e alegou ter “conhecimento superficial” sobre o tema.
  • Em abril deste ano, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) voltou a pedir a condenação do influenciador pelas falas. O promotor Ricardo Manuel Castro defendeu que Monark pague R$ 4 milhões de indenização.
  • No documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, Castro disse que o MPSP está “retratando a equivocada manifestação anterior” – que pediu que a acusação contra o youtuber fosse julgada improcedente, e pediu para que o teor dela seja “desconsiderado”, com base nas evidências apresentadas no decorrer anterior do processo.

Em nota, o advogado de Monark afirmou que recebeu a notícia com espanto e disse que “o Ministério Público não poderia ter tomado essa atitude, em razão da regra da preclusão consumativa”, conceito jurídico que impede as partes de um processo de refazerem atos processuais após eles terem sido praticados.

O Metrópoles entrou em com a assessoria de imprensa do YouTube e não obteve retorno. O espaço está aberto para atualizações.

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