Manoela Alcântara

PF aponta que Monark questiona eleições e atuação de Moraes em vídeos

PF analisou 428 vídeos publicados por Monark no TikTok desde 2023 com ataques ao sistema eleitoral e ao STF

atualizado

metropoles.com

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Fotografia colorida de Monark
1 de 1 Fotografia colorida de Monark - Foto: Reprodução

Um relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que o influenciador Bruno Monteiro Aiub, o Monark, manteve um padrão de declarações com ataques ao sistema eleitoral e a ministros da Corte, além de questionar a lisura das urnas eletrônicas.

O documento foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes na tarde desta quarta-feira (29/4), no âmbito do inquérito que apura suposta desobediência a decisões judiciais por parte do influenciador.

Segundo a PF, vídeos publicados por Monark no TikTok desde 2023, fornecidos pela própria rede social, mostram referências ao Supremo, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao processo eleitoral brasileiro.

Nos vídeos, em que Monark gravava seus podcasts, há menções frequentes a supostas irregularidades, censura e abuso de poder por parte de autoridades. O influenciador, em diferentes gravações, questiona as urnas e afirma ter havido interferências nas eleições.

A PF cita que os Estados Unidos, possivelmente a Central Intelligence Agency (CIA), estariam atuando junto a Moraes para influenciar o processo eleitoral brasileiro, após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perder as eleições de outubro de 2022.

“Afirma que, sob a ótica dos Estados Unidos, Bolsonaro seria visto como um risco, o que justificaria uma atuação para impedir sua vitória eleitoral. Por fim, reconhece que essas conclusões são deduções e suspeitas pessoais, declarando explicitamente que não existem provas de interferência direta ou manipulação das urnas”, diz a PF.

Ao fim, a PF cita que todo conteúdo mostra que Monark profere “declarações públicas nas quais questiona a lisura do processo eleitoral brasileiro, a confiabilidade das urnas eletrônicas e a atuação do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal, com ênfase nas decisões proferidas pelo Ministro Alexandre de Moraes”.

Apesar do encaminhamento do documento, a PF não formalizou indiciamento, uma vez que se trata de relatório de informações sobre os vídeos anexados aos autos após envio do TikTok. A corporação informou ter analisado 428 vídeos de Monark.

60 dias

Moraes, na última semana, prorrogou o inquérito da PF por mais 60 dias, após pedido da corporação.

O inquérito foi instaurado após os atos de 8 de janeiro, quando foram determinadas medidas como o bloqueio de perfis em redes sociais e a preservação de dados de contas que divulgaram conteúdo incentivando os atos.

Os desdobramentos do caso incluem ordens para que plataformas digitais bloqueassem canais vinculados a Monark e fornecessem informações cadastrais. Entre essas plataformas está a Rumble, proibida de operar no Brasil por decisão de Moraes.

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