
Paulo CappelliColunas

Câmara dos EUA cita decisões de Moraes sobre Allan dos Santos e Monark
Relatório da Câmara dos EUA usa Monark e Allan dos Santos como exemplos de brasileiros que foram “silenciados” por Alexandre de Moraes
atualizado
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O relatório produzido pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos que aborda a atuação de Alexandre de Moraes menciona os influenciadores brasileiros Bruno Aiub, conhecido como Monark, e Allan dos Santos. O documento sustenta que ambos teriam tido o direito à liberdade de expressão cerceado, em território americano, por decisão do ministro do STF.
O parecer afirma que tribunais brasileiros, sob a liderança de Moraes, “tentaram silenciar diretamente pessoas nos Estados Unidos”. Segundo o texto, ordens judiciais atingiram brasileiros residentes no país.
“Tribunais brasileiros, liderados pelo ministro Moraes, tentaram silenciar diretamente pessoas nos Estados Unidos. Por exemplo, em 24 de junho de 2024, o ministro ordenou a remoção de diversas contas e canais relacionados a Bruno Aiub — um popular podcaster brasileiro que vive na Flórida”, diz trecho da análise.
O relatório afirma ainda que o magistrado justificou a medida como necessária para impedir “a possível disseminação de discurso de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.
Medidas contra jornalista
O documento também cita o comunicador Allan dos Santos, que mora nos Estados Unidos. Ele teve redes sociais bloqueadas e desmonetizadas. “Em 24 de julho de 2024, o ministro Moraes ordenou ao X que bloqueasse o canal/perfil/conta”, diz o texto. “O ministro também aplicou sanções severas contra a plataforma por não cumprir a determinação”, completa.
A análise menciona ainda medidas contra a plataforma Rumble, que teria sido alvo de decisão para encerrar operações no Brasil após descumprir ordens relacionadas ao jornalista.
O relatório tem como objetivo reunir informações para embasar debates no Congresso dos Estados Unidos, propondo orientar eventuais medidas legislativas ou diplomáticas relacionadas à atuação de governos estrangeiros em temas como liberdade de expressão e regulação de plataformas digitais.













