Médicos do Emílio Ribas fazem paralisação contra terceirização
Médicos residentes protestam contra a terceirização do instituto e fazem reivindicações à Secretaria Estadual de Saúde

Médicos residentes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas realizam, na manhã desta terça-feira (26/5), uma paralisação contra a terceirização implementada na enfermaria e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde, referência em tratamentos relevantes como o de HIV/Aids e Ebola.
Segundo um comunicado publicado pela Associação dos Médicos Residentes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (AMERIIER), as atividades estarão paralisadas das 7h às 19h. No documento, os profissionais alegam falta de funcionários no instituto, que, segundo eles, opera com menos da metade dos leitos em funcionamento. Além disso, a associação critica a terceirização definitiva de metade dos leitos de UTI e de uma enfermaria do instituto.

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Ver todasDe acordo com os médicos residentes, a ausência de um vínculo empregatício fixo “impacta diretamente na perda de linearidade no cuidado, na impossibilidade da realização de educação continuada e na fragilização do compromisso com o paciente, precarizando a qualidade da assistência prestada”.
Os médicos reivindicam três pontos principais. Sendo eles:
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP- O chamamento de médicos concursados remanescentes para os leitos de UTI, atualmente quarteirizados e para a cobertura dos novos 10 leitos de UTI, com abertura prevista para 90 dias. Em caso de não preenchimento total das vagas, o grupo pede a abertura de um novo concurso público
- A convocação dos médicos infectologistas aprovados em concurso para enfermarias para a realização de plantões noturnos/hospitalistas e visita médica aos sábados e domingos, setor também ocupado por quarteirizados.
- Abertura de concurso público amplo e chamamento para equipe multidisciplinar. O objetivo é a cobertura dos setores terceirizados da UTI, de enfermaria, de 10 leitos de UTI e de duas enfermarias — previstas para serem entregues ainda em 2026.
A associação de médicos residentes também realiza, na manhã desta terça-feira, um ato que começa em frente ao instituto, na Avenida Doutor Arnaldo, região central de São Paulo, e caminhará em direção à Secretaria Estadual da Saúde.
“Seguiremos com reuniões e discussões no período da tarde”, diz o comunicado.
Em nota enviada ao Metrópoles, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas informou que os atendimentos à população continua e não há interrupção da assistência na unidade.
Segundo a administração do hospital, a unidade opera com alta demanda, om 90% de ocupação dos leitos de UTI, passando por ampliação estrutural. Além disso, o instituto afirmou que firmou um contrato com a Fundação do ABC para reforço temporário das equipes, até a conclusão das etapas de contratação dos profissionais aprovados em concurso público.
“Todos os profissionais que atuam na unidade seguem os protocolos do Emílio Ribas e trabalham sob supervisão direta das equipes do hospital e da direção técnica”, disse a nota.



