MC Ryan deixa CDP na capital é transferido para presídio no interior
MC Ryan está preso desde o dia 15 de abril, após ser apontado pela Polícia Federal (PF) como líder de um esquema que lavou R$ 1,6 bilhão

O cantor MC Ryan SP, investigado por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, foi transferido nessa quinta-feira (30/4) do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste de São Paulo, para a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior do estado.
A prisão foi marcada por uma reviravolta nas decisões judiciais envolvendo os investigados da Operação Narco Fluxo. No dia 23 de abril, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP e de outros 34 alvos da investigação. No mesmo dia, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus ao grupo, apontando uma “flagrante irregularidade” no pedido anterior de prisão temporária, o que abriu caminho para a soltura dos suspeitos.
Pouco depois, com o avanço das apurações, a Justiça voltou a determinar a prisão, desta vez em caráter preventivo.

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Ver todasPreso por lavagem de dinheiro
MC Ryan foi preso em 15 de abril, no âmbito da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal (PF), sob acusação de chefiar e ser o principal beneficiário de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA estrutura criminosa, segundo a investigação, branqueava valores de origem ilícita (como de apostas e rifas ilegais e do tráfico internacional de drogas) por meio das indústrias fonográficas e de entretenimento.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participaram da operação para cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo juízo da 5ª Vara Federal de Santos.
- De acordo com a PF, a ação ocorreu nas seguintes unidades da Federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro movimentado pelo grupo criminoso ultrapasse R$ 260 bilhões, de acordo com decisão do juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, foram apreendidos pela corporação documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os presos na operação, estavam os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
- O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “Tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf”.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam, e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.


















