Linha 17-Ouro do Monotrilho tem falha na operação pelo 2º dia seguido
Linha 17 apresentou falha na manhã desta terça (28/4), a 4ª desde a inauguração, em 31/3. Passageiros são atendidos por ônibus do Paese
atualizado
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A Linha 17-Ouro do Monotrilho apresentou nova falha pelo segundo dia seguido, na manhã desta terça-feira (28/4). Ao todo, desde o dia 20 de abril, foram 4 intercorrências que afetaram a operação.
Segundo o Metrô de São Paulo, a linha passou por um problema na sinalização das vias nesta terça. Os trens estão circulando entre as estações Morumbi e Campo Belo na zona sul da capital.
Em nota, o Metrô informou que para o trajeto entre Morumbi e Congonhas, os ônibus do sistema Paese foram acionados para atender os passageiros e minimizar os impactos da falha, que está relacionada com o furto de cabos dessa segunda-feira (27/4).
“Desde a constatação do furto, o Metrô vem mantendo tratativas com a Secretaria de Segurança Pública para a adoção de medidas conjuntas de inibição e coibição destas ocorrências que prejudicam o transporte da população, além de acionar o fornecedor dos sistemas para o desenvolvimento de soluções de infraestrutura que possam ajudar a evitar estes casos”, informou.
Em fase de operação assistida desde que foi inaugurada, em 31 de março deste ano, a Linha 17-Ouro já passou por outras quatro falhas.
Linha prometida para a Copa
- A Linha 17-Ouro foi prometida ainda em 2009, em um projeto conjunto entre a Prefeitura de São Paulo, comandada na época por Gilberto Kassab (PSD), e o governo do estado, então de José Serra.
- No total, foram seis projetos que estavam em andamento simultaneamente, incluindo da Linha 15-Prata.
- A previsão era que a linha inaugurada nesta terça fosse entregue em 2014, quando o Brasil preparava-se para sediar a Copa do Mundo, como uma “solução” mais barata, rápida e moderna para o congestionamento que seria gerado.
- Porém, conforme técnicos se debruçavam sobre os projetos, alguns deles foram descartados e alterados.
- O monotrilho da Linha 17 foi o que mais enfrentou problemas: o percurso total seria de 21,5 quilômetros, com custo de cerca de R$ 6,5 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.
- As obras se iniciaram oficialmente em 2012, envolvendo, durante mais de uma década, uma série de problemas, como paralisações, mudanças no trajeto e no contrato e atrasos no cronograma, além de troca de acusações entre a empresa licitada e o Metrô.
- A construtora escolhida por licitação para realizar as obras, a Andrade Gutierrez, deixou o projeto em 2015, um ano após a previsão de entrega pelo governo.
- Nessa época, menos de 30% do projeto estava finalizado e a linha já havia sido reduzida à metade, com os 6,7 quilômetros que foram entregues atualmente.
- A construção foi retomada somente em 2023.
- Atualmente, a linha está 80% concluída.
O trajeto do monotrilho conta com sete das oito estações abertas ao público: Morumbi (conexão com a Linha 9-Esmeralda), Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo (integração à Linha 5‑Lilás), Vereador José Diniz, Brooklin Paulista e Aeroporto de Congonhas.
A estação Washington Luís não entrará no funcionamento inicial da linha, com previsão de integração somente para junho, quando novos trens serão adicionados.
Com tempo médio de espera de 7 a 14 minutos entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi, os trens contarão com a supervisão de funcionários embarcados, uma medida-padrão para linhas recém-inauguradas.















