Os “balanços” do monotrilho: entenda diferenças entre linhas 15 e 17
Novo monotrilho da Linha 17-Ouro também deve “balançar”, mas em direção diferente dos solavancos do “irmão mais velho” da Linha 15-Prata
atualizado
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O monotrilho da Linha 15-Prata, na zona leste de São Paulo, é conhecido por solavancos bem característicos, como se fosse uma espécie de “galope”. Ainda em operação assistida e velocidade limitada, o “irmão mais novo”, da Linha 17-Ouro, na zona sul, também “chacoalha”, mas em outra direção.
A sensação de pessoas ouvidas pela reportagem que andaram pela primeira vez na Linha 17-Ouro é a de que o trem balança menos que o seu par da zona leste. Entretanto, entre os operadores, já existe a expectativa de que, ao atingirem a velocidade normal, durante a operação comercial, a partir de outubro, as composições passem a balançar mais, como é característico dos monotrilhos.
A diferença está na direção dos movimentos. Na Linha 15-Prata, o monotrilho tem oscilações verticais. Já na Linha 17-Ouro, as oscilações serão horizontais.
Diretor de engenharia e planejamento do Metrô de SP, Roberto Torres explica que ambos os monotrilhos têm como sistema primário de amortecimento os próprios pneus.
No caso da Linha 15-Prata, no entanto, o monotrilho tem suspensão secundária formada por molas. “Um sistema um pouco mais duro, mais enrijecido”, afirma Torres.
Na Linha 17-Ouro, o formato muda. “A suspensão secundária é feita por bolsas de ar, o que deixa a caixa do trem, em relação ao truck (local onde ficam os pneus e o eixo), eu não diria mais confortável, mas mais maleável. Ela se comporta melhor, e aí você consegue perceber essa movimentação horizontal. Mas você não tem a movimentação vertical”, explica o diretor de engenharia.
Segundo Torres, a bolsa de ar se ajusta de acordo com o peso do trem. “Então pode ser que o passageiro perceba isso em algumas regiões da via”, avisa.
Outro ponto que chama a atenção de quem circula pela Linha 17-Ouro é a “rampa” entre as estações Aeroporto de Congonhas e Brooklin Paulista, com curva acentuada ao final da descida ou início da subida, a depender do sentido.
Para quem pretende carregar malas de viagem pesadas, com rodinhas, esse movimento de subida ou descida pode causar transtornos.
Na última semana, a reportagem ouviu de funcionários do Metrô que já se discute a possibilidade de reforço nas mensagens sonoras, com a solicitação mais frequente para que se mantenha as bagagens mais presas durante o deslocamento, evitando que elas se movam naquele trecho específico.
O que diz o Metrô
O Metrô afirma que, nesta fase inicial, os trens circulam em modo automático, assistido por operador, “com velocidade compatível com o traçado da via, espaçamento curto entre estações e o conforto dos passageiros, priorizando estabilidade, suavidade e regularidade”.
“Com a operação plena, prevista para outubro deste ano, a operação ganhará maior velocidade, intervalos menores e funcionamento ampliado, com previsibilidade, aprimoramento contínuo da comunicação com os passageiros, integração entre modais e benefícios como redução do trânsito e uso de energia limpa”, diz, em nota.














