Linha 17: entorno de estações do monotrilho é desafio para pedestres
Monotrilho foi entregue na última semana com obstáculos para passageiros que caminham pelo entorno das estações da Linha 17-Ouro
atualizado
Compartilhar notícia

O monotrilho da Linha 17-Ouro, na zona sul de São Paulo, foi entregue na semana passada, mas o entorno das estações ainda precisa de ajustes para tornar mais segura a travessia dos passageiros. Semáforos para pedestres ainda estão desligados ou precisam ser instalados, não há radares na via e a iluminação deixa parte das calçadas às escuras.
Os problemas foram detectados entre terça (31/3) e quarta-feira (1º/4) da semana passada, um dia após a inauguração do monotrilho, ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho, que é atravessada praticamente de ponta a ponta pela Linha 17-Ouro. A previsão o próprio governo estadual é a de que cerca de 100 mil pessoas utilizem o novo transporte diariamente, o que
Em alguns postos, semáforos para pedestres estavam encobertos por sacos pretos ou desligados, como é o caso da esquina com a Rua Miguel Sutil, perto da Estação Chucri Zaidan.
Já no cruzamento com a Rua Gabriel de Lara, nas proximidades da Estação Vila Cordeiro, os postes que devem receber semáforos para pedestres não estavam nem mesmo instalados.
O volume de veículos é intenso, principalmente nos horários de pico, e pedestres têm dificuldade para atravessar as vias transversais à Roberto Marinho, por causa das conversões à direita.
Quando não há congestionamento, o excesso de velocidade é um problema, com um agravante. Segundo o mapa da fiscalização eletrônica da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a Roberto Marinho não conta com um radar sequer ao longo de seus quase cinco quilômetros de extensão.
Outro ponto que ainda prejudica o acesso dos passageiros às estações é a escuridão nas calçadas. Como o Metrópoles mostrou na última semana, a população se sente insegura ao caminhar pela região.
O que dizem a Prefeitura de São Paulo e o Metrô
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), diz que aprovou os projetos viários apresentados pelo Metrô, que agora é responsável por implantar a sinalização vertical, horizontal e semafórica no local.
“Sobre a colocação de novos pontos de iluminação na região, a SP Regula está em tratativas com o Metrô. Além disso, a agência reguladora realiza vistorias periódicas ao longo de toda a Avenida Roberto Marinho e, quando identificados pontos com necessidade de manutenção, faz a substituição ou adequação dos equipamentos”, afirma, em nota.
A CET diz que, a partir da implantação do monotrilho na Roberto Marinho, iniciará um estudo para avaliar o impacto da nova linha de transporte no fluxo de pessoas e veículos na região.
O Metrô afirma que mantém diálogo permanente com a prefeitura, CET e demais órgãos municipais para ajustes de sinalização, iluminação e melhorias no entorno das estações.












