Justiça libera continuação de obra que derrubou 118 árvores em bosque de SP
Segundo a Justiça, a empresa responsável pela obra tem autorização e um compromisso ambiental junto à Prefeitura de São Paulo

A Justiça de São Paulo negou nessa quinta-feira (1°/10) um recurso do Ministério Público do Estado (MPSP) e autorizou a continuidade da construção de torres residenciais no terreno do Bosque dos Salesianos, na zona oeste de São Paulo. Desde novembro do ano passado, moradores da região protestam contra a obra que já derrubou 118 árvores.
O juízo destacou que, mesmo em áreas com proteção, o manejo das árvores pode ser admitido desde que haja processo administrativo com parecer técnico e autorização dos órgãos ambientais competentes. Como já mostrado pelo Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo concedeu à empresa responsável pelo empreendimento um Termo de Compromisso Ambiental (TCA), sob a condição do plantio compensatório de 1.799 árvores nativas na região.
A Justiça também constatou ausência de dano ambiental ou ilegalidade comprovada no empreendimento. Sendo assim, o juiz Kenichi Koyama considerou o recurso do MPSP improcedente.
Em dezembro do ano passado, a Justiça havia determinado a paralisação imediata do corte de árvores no Bosque dos Salesianos para evitar um “dano ambiental irreversível”. No entanto, após uma série de outras decisões judiciais pela autorização do empreendimento, o secretário municipal do Meio Ambiente, Rodrigo Kenji de Souza Ashiuchi, assinou um Termo de Compromisso Ambiental que permitiu a continuidade da obra.

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Ver todasDesde o ano passado, a Tegra Incorporadora, empresa responsável pela obra no Bosque dos Salesianos, argumenta que possui todas as autorizações necessárias para as atividades em seu terreno.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA construtora afirma que 66 árvores nativas serão mantidas no local e que serão plantadas mais de 500 mudas como parte da compensação ambiental. A Tegra também promete um investimento de mais de R$ 1 milhão para revitalizar quatro praças da região.
Procurada pela reportagem, a prefeitura confirmou a decisão do Tribunal de Justiça e afirmou que aguarda a publicação do documento para conhecimento integral da decisão.



