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São Paulo

Júri de ex-PM é anulado após ameaça a jurados: "Vou cortar cabeça"

De acordo com TJSP, nova data para o julgamento "será definida oportunamente". A defesa de Eduardo José pediu atestado de insanidade mental

13/02/2026 19:19, atualizado 13/02/2026 19:47
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Reprodução
Júri popular do ex-policial militar Eduardo José de Andrade. Ele ameaçou cortar a cabeça da juíza e de jurados - Metrópoles

O júri popular do ex-policial militar (PM) Eduardo José de Andrade, de 24 anos, foi anulado após ele ameaçar a magistrada que presidia a sessão e os jurados. A reunião foi realizada por meio de videoconferência, nessa quinta-feira (12/2), em São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

“Eu vou cortar a cabeça de um por um”, disse o réu. “Eu vou cortar a cabeça da doutora [juíza]”, confrontou.

Novo júri

Diante da situação, a juíza dissolveu o Tribunal do Júri e determinou a abertura de inquérito policial para apurar o crime de ameaça. A defesa de Eduardo José, por sua vez, solicitou a instauração de incidente de insanidade mental do acusado.

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De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), uma nova data para o julgamento “será definida oportunamente”. O processo tramita sob sigilo.

Homicídio

Preso atualmente, Eduardo José foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele também responde por ocultação de cadáver.

Durante a audiência, o réu chegou a confessar o assassinato a tiros de Tiago de Paula, de 32 anos, em Cedral, cometido em 2022. “Quem matou fui eu. Eu matei e não me arrependo. Quando eu sair para a rua, vou continuar matando”, afirmou.