Estudantes marcam ato contra homenagem a Carlos Bolsonaro na Alesp

União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes (UEE) dizem que “Não existe mérito em atacar instituições”

atualizado

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Vereador Carlos Bolsonar visita o pai, Bolsonaro, que está preso na superintendência da Polícia Federal PF Metrópoles 14
1 de 1 Vereador Carlos Bolsonar visita o pai, Bolsonaro, que está preso na superintendência da Polícia Federal PF Metrópoles 14 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsaki

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes (UEE) marcaram um protesto contra a homenagem ao vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e ao deputado federal Mário Frias (PL-SP) pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

A manifestação foi convocada para 18h, nesta sexta-feira (5/12), uma hora antes do horário previsto para a entrega do “Colar de Honra ao Mérito Legislativo” aos políticos, e será na entrada da Alesp, na zona sul de São Paulo. 

“Não existe mérito em atacar instituições, espalhar desinformação, alimentar o autoritarismo e trabalhar sistematicamente para enfraquecer a democracia brasileira. Honra não se concede a quem flerta com o retrocesso”, afirma um comunicado assinado pelas entidades estudantis.

A sessão solene em homenagem ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-secretário especial de Cultura foi chamada pelo deputado estadual Paulo Mansur (PL).

“Homenagearemos Mário Frias e Carlos Bolsonaro pelo trabalho, dedicação e pelos relevantes serviços prestados ao Brasil. Será um momento especial, histórico e muito emocionante”, justificou o parlamentar.

A medalha é a mesma entregue recentemente ao prefeito Ricardo Nunes (MDB). A homenagem será no Plenário Juscelino Kubitschek da Alesp.

Currículo

O “filho 02” de Bolsonaro é alvo de indiciamento pela Polícia Federal (PF) no caso da chamada Abin Paralela, suspeita de um esquema de espionagem ilegal que teria operado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para monitorar adversários e autoridades. Segundo a PF, Carlos integraria o núcleo estratégico do grupo.

Originalmente conhecido pela trajetória como ator, Mário Frias ganhou projeção política ao assumir a Secretaria Especial da Cultura no governo Jair Bolsonaro, depois foi eleito deputado federal por São Paulo.

Em 2025, passou a responder judicialmente por divulgação de desinformação, após publicar conteúdo falso que associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao crime organizado durante a campanha de 2022. A Justiça Eleitoral o tornou réu por fake news.

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