Lucas Bove será julgado por violência doméstica 2 dias após eleições

Início do julgamento de deputado estadual Lucas Bove por violência doméstica contra a influenciadora Cíntia Chagas será em 6 de outubro

atualizado

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Deputado Lucas Bove - Metrópoles
1 de 1 Deputado Lucas Bove - Metrópoles - Foto: Alesp/Reprodução

O julgamento do deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) por descumprimento de medidas protetivas relacionadas à ex-esposa, Cintia Chagas, foi marcado para 6 de outubro deste ano pela Justiça de São Paulo, dois dias após o primeiro turno das eleições. Bove é réu por violência doméstica contra a influenciadora digital, com quem foi casado por cerca de três meses em 2024, e deve tentar renovar seu mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Os advogados do parlamentar haviam pedido rejeição da denúncia alegando quebra da cadeia de custódia e falta de justa causa. A Justiça, no entanto, negou o pedido. Na decisão, o juiz Felipe Pombo Rodriguez imputou ao parlamentar ao menos 10 episódios de descumprimento das medidas protetivas de urgência.

O magistrado marcou a oitiva da vítima e das testemunhas arroladas pela acusação para 6 de outubro. No dia seguinte está agendada a oitiva das testemunhas de defesa. Lucas Bove deve ser interrogado às 13h do dia 8 de outubro. O juiz  admitiu a possibilidade de reagendar o interrogatório desde que seja até o dia 23 de outubro e seja comunicado pelo parlamentar com 10 dias de antecedência.

Com isso, Bove se torna réu em mais um processo. Caso seja condenado nessa ação, poderá cumprir pena de três meses a dois anos de detenção.

Em nota enviada ao Metrópoles, o parlamentar do PL, por meio de seus advogados, “nega veementemente todas as infundadas acusações formuladas por Cintia Maria Chagas. Reforça que nunca praticou qualquer ilicitude, nunca a ameaçou ou a agrediu, esclarecendo que recebeu com enorme surpresa o recebimento da denúncia, diante da precariedade do coligido na investigação e que a desmente”.

A defesa de Lucas Bove ressalta, ainda, que “está adotando todas as medidas cabíveis para o adequado esclarecimento dos fatos, reiterando que Lucas confia na Justiça e permanece empenhado em comprovar a sua plena inocência, complementando que isso não representa óbice ou impedimento à sua candidatura nas eleições deste ano”.

O deputado, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi denunciado pelo MPSP por perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça.

Em agosto de 2025, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu arquivar a denúncia contra Lucas Bove, acusado de quebra de decoro parlamentar após as denúncias de Cintia. Foram seis votos favoráveis ao arquivamento ante um contra, o de Ediane Maria (PSol). Ela era a única deputada mulher e parlamentar de oposição presente na reunião.

Recentemente, parlamentares ouvidos pelo Metrópoles disseram que o processo, que tem o maior potencial de cassação do mandato de Bove, está em vias de ser enterrado pela Casa. Isso porque a representação segue arquivada no Conselho de Ética.

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