Caso Thawanna: defesa de PM que matou mulher em abordagem se manifesta

A PM Yasmin Cursino Ferreira responde por ter matado Thawanna da Silva Salmázio em uma ocorrência no dia 3 de abril. Defesa alega inocência

atualizado

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Imagem colorida da PM Yasmin Cursino. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida da PM Yasmin Cursino. Metrópoles - Foto: Reprodução/ TV Globo

A defesa da soldado da Polícia Militar (PM) Yasmin Cursino Ferreira se manifestou neste sábado (11/4), a respeito do caso em que a agente responde por ter matado Thawanna da Silva Salmázio com um tiro no peito, no dia 3 de abril, na zona leste de São Paulo.

Em nota, o advogado Alexandre Guerreiro afirmou que a PM foi agredida por Thawanna e que efetuou um único disparo para “cessar a escalada das agressões por parte da vítima”. A versão é a mesma apresentada pela própria agente logo após dar o tiro que matou a mulher.

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Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga
A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima
Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem
PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem
Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida
Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de home
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Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de home

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Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga
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Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga

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A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima
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A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima

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Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem
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Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem

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PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem
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PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem

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Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida
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Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida

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A policial militar Yasmin Cursino Ferreira foi afastada
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A policial militar Yasmin Cursino Ferreira foi afastada

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A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida
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A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida

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O posicionamento da PM ainda aponta que a agente é inocente e que a equipe policial acionou o socorro imediatamente, também dando ciência às autoridades competentes.

Imagens de câmeras corporais

Nas imagens acima, publicadas pela TV Globo, é possível ver o momento em que uma dupla de policiais em uma viatura passam pela Rua Edimundo Audran e batem o retrovisor da viatura — no lado do motorista — no braço do marido de Thawanna, Luciano dos Santos.

O PM que está na direção do veículo dá ré e começa a discutir com o rapaz. Enquanto isso, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira desembarca do carro e também começa a discutir com a mulher. Por volta das 3h, a agente atira em Thawanna.

Depois de alguns minutos, outros policiais chegam à cena do crime, mas o resgate não aparece. Os agentes envolvidos na ocorrência cobram a presença do socorro pelo menos duas vezes. Ferida, Thawanna ficou no chão à espera de atendimento por cerca de 30 minutos, mesmo com o Hospital Municipal Cidade Tiradentes estando a menos de quatro quilômetros do local.

Polícia investiga marido da vítima

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o companheiro de Thawanna, o servente de pedreiro Luciano Gonçalves dos Santos. Ele vai responder por resistência. A policial Yasmin, de 21 anos, consta como vítima.

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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
Objetos em chamas em avenida da zona leste de São Paulo
Caso Thawanna: IML confirma causa da morte de mulher baleada por policial
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Caso Thawanna: IML confirma causa da morte de mulher baleada por policial

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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos

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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos

Reprudção / Facebook @thawanna.salmazioo
Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos

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Objetos em chamas em avenida da zona leste de São Paulo
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Objetos em chamas em avenida da zona leste de São Paulo

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Segundo os PMs, Luciano teria desobedecido ordens e gritado contra a equipe policial. A versão oficial não coincide com o depoimento do servente, que disse não ter havido qualquer tipo de abordagem e que a PM desceu da viatura atirando. O companheiro de Thawanna afirmou que a viatura passou em alta velocidade pela rua, quase atingindo o casal com o retrovisor do veículo. A mulher teria se assustado e “proferido palavras de insatisfação”, conforme consta no registro da ocorrência.

Nesse momento, disse Luciano, a policial atirou contra sua companheira. Inicialmente, ele teria pensado que o disparo foi de munição não letal e passou a colaborar com os PMs, colocando no chão uma bolsa e a blusa que estava vestindo, segundo ele, com o objetivo de demonstrar que não oferecia risco. Ainda assim, os policiais teriam usado spray de pimenta.

Em depoimento, a PM Yasmin, autora do disparo, afirma que o casal estaria discutindo no meio da rua quando a viatura passou pelo local. Segundo ela, Luciano teria “esbarrado o braço” no veículo, e o casal teria, então, começado a gritar. A policial afirma que os dois tinham sinais de embriaguez e que o homem precisou ser contido pela equipe, porque estaria “gesticulando de forma agressiva”. A PM diz que, enquanto isso, Thawanna teria começado a apontar o dedo na direção do seu rosto e a agredi-la.

Início da briga

Uma câmera de segurança registrou o diálogo entre Thawanna Salmázio e policiais militares antes de a mulher ser morta com um tiro da soldado Yasmin Cursino.

No início do vídeo, é possível ver o casal de mãos dadas, na Rua Edimundo Audran, às 2h58. Eles caminham até um ponto fora do alcance das câmeras. Logo em seguida, uma viatura da Polícia Militar passa. Mesmo fora da imagem, parte de uma discussão é registrada em áudio (assista acima).

Em um dos trechos audíveis, Thawanna diz: “Com todo respeito, mas você [PM] que bateu em nós, que eu vi”. Uma voz feminina, que seria da policial, responde. A partir daí, a discussão escala para gritos. “Vai agredir? Vai agredir?”, diz Luciano. Segundos depois, ouve-se um disparo.

A policial foi afastada de atividades operacionais da corporação, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Yasmin Cursino Ferreira, soldado de 2ª classe de 21 anos, é alvo de um inquérito policial militar e um de um inquérito conduzido pela Polícia Civil.

“As circunstâncias são apuradas com prioridade absoluta pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das Corregedorias. As imagens das câmeras corporais e os laudos periciais já integram a investigação”, disse a SSP em nota.

Mulher caída

Uma testemunha registrou a sequência do momento em que Thawanna foi baleada pela policial militar. Nas imagens, é possível ver a mulher caída no meio da rua, com um sangramento na região do peitoral.

Os policiais checam a situação e um deles presta os primeiros socorros. Um dos moradores afirma que viu a ação dos PMs e chama a agente que fez o disparo de “despreparada” (assista acima).


Protesto após morte

  • Moradores fizeram um protesto, no último dia 3 de abril, na Rua Alexandre Davidenko após a morte de Thawanna.
  • Eles montaram uma barricada e atearam fogo em objetos.
  • O Corpo de Bombeiros foi acionado e equipes do Choque foram encaminhadas para o local.
  • Houve confronto entre os policiais e os manifestantes e uso de bombas de gás lacrimogêneo.
  • Também ocorreu uma tentativa de atear fogo em um ônibus.
  • Ninguém foi preso ou ficou ferido.
  • Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes serão analisadas.
  • Os policiais foram colocados em funções administrativas até o fim da investigação.
  • O caso foi registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus) como resistência.

 

 

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