Testemunha filma mulher caída no meio da rua após ser baleada por PM. Vídeo forte
Vídeo mostra sequência do momento que Thawanna da Silva, de 31 anos, foi baleada por uma PM. Ela morreu após ser levada a hospital
atualizado
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Uma testemunha registrou a sequência do momento em que Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, foi baleada por uma policial militar, em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, nessa sexta-feira (3/4). Ela morreu depois de ser levada ao Hospital Santa Marcelina.
Nas imagens, é possível ver Thawanna caída no meio da rua, com um sangramento na região do peitoral. Os policiais checam a situação e um deles presta os primeiros socorros. Um dos moradores afirma que viu a ação dos PMs e chama a agente que fez o disparo de “despreparada” (assista acima).
Segundo o boletim de ocorrência, Thawanna e Luciano dos Santos estavam andando na rua quando a viatura da PM passou ao lado deles. Conforme o registro policial, Luciano acabou esbarrando no retrovisor do veículo e, ao gritarem para a viatura, os agentes retornaram ao local. Os PM relataram na delegacia que Thawanna passou a discutir de forma exaltada e que chegou a agredir fisicamente a agente Yasmin Cursino Ferreira.
A versão é diferente da relatada pelo marido da vítima. No depoimento, Luciano afirmou que uma policial desceu da viatura e efetuou um disparo em direção à esposa dele. Na sequência, temendo ser interpretado como ameaça, Luciano afirmou que retirou a blusa dele e a bolsa, colocando os objetos no chão, com o intuito de demonstrar que não oferecia risco aos policiais.
Protesto após morte
- Moradores fizeram um protesto na Rua Alexandre Davidenko após a morte de Thawanna. Eles montaram uma barricada e atearam fogo em objetos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e equipes do Choque foram encaminhadas para o local.
- Houve confronto entre os policiais e os manifestantes e uso de bombas de gás lacrimogêneo. Também houve uma tentativa de atear fogo em um ônibus. Não há informações sobre feridos ou detidos.
- Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes serão analisadas. Os policiais foram colocados em funções administrativas até o fim da investigação.
- O caso foi registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus) como resistência.
