Caso Thawanna: IML confirma causa da morte de mulher baleada por PM
Thawanna da Silva Salmázio morreu na madrugada do último dia 3 em Cidade Tiradentes, na zona leste, após discutir com agente da PM
atualizado
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Thawanna da Silva Salmázio, a mulher que foi baleada por uma policial em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, morreu de hemorragia interna aguda, segundo laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML). O caso aconteceu na madrugada do dia 3 de abril.
Thawanna chegou a ser socorrida no Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. Ela aguardou cerca de 30 minutos pelo resgate depois do disparo feito pela agente Yasmin Ferreira Cursino, da Polícia Militar. O Corpo de Bombeiros informou apurar a demora no atendimento.
A vítima estava na rua Edimundo Audran, quando foi atingida. Segundo ferramentas de GPS, o local fica apenas a 3,8 km de distância do hospital em que ela foi socorrida. O tempo de deslocamento até a unidade varia entre oito e 12 minutos, considerando o horário em que o disparo foi efetuado (3h da manhã). Já a base do Corpo de Bombeiros mais próxima fica a cerca de seis minutos de distância do local.
Relembre a morte de Thawanna
Imagens da câmera corporal do soldado Weden Silva Soares, que acompanhava Yasmin Cursino no momento da abordagem, mostram que Thawanna e o marido, Luciano Gonçalves dos Santos, caminhavam pela rua quando a viatura passa e o retrovisor esbarra no braço de Luciano. Yasmin não usava bodycam.
O soldado, que dirigia o carro, dá a ré e se dirige ao casal: “A rua é lugar para vocês estarem andando, c*?”. Luciano responde: “Ô, Steve”, usando uma gíria utilizada por policiais para se referirem aos colegas de farda.
“Steve é o c*”, rebate Weden. Thawanna então intervém: “Não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós”.
Pouco depois, Yasmin, que estava no banco do passageiro, sai do veículo. Ela e a vítima começam a bater boca. Em outro momento, é possível ouvir o barulho do disparo. Na sequência, Thawanna aparece caída no chão.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) informou que irá investigar a morte. A policial está afastada do serviço, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Yasmin é alvo de um inquérito conduzido pela Polícia Militar e outro pela Polícia Civil.
























