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São Paulo

Caso soldado Gisele: juíza vê risco ao processo e mantém coronel preso

Oficial é acusado de matar a esposa, a PM Gisele Alves Santana, encontrada baleada na cabeça dentro do apartamento do casal em São Paulo

18/06/2026 13:07
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Reprodução/TJM
Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles

A Justiça decidiu manter preso o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, em 18 de fevereiro. A decisão da juíza Michelle Porto Carreiro foi proferida, nessa quarta-feira (17/06), após uma nova análise sobre a necessidade de manter o oficial na cadeia antes do julgamento.

Segundo a magistrada, nada de relevante mudou no processo desde as decisões anteriores que já haviam mantido Geraldo preso. Para o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), os motivos que levaram à prisão continuam atuais, principalmente porque o caso está perto de entrar na fase em que testemunhas serão ouvidas e provas serão discutidas em audiência.

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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução
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Com base na investigação e no andamento do caso, Michelle Porto entendeu que soltar o réu agora poderia colocar em risco essa etapa do processo. Por isso, decidiu que a prisão preventiva deve continuar.

Tiro na cabeça

Gisele foi encontrada baleada na cabeça, no apartamento em que vivia com Geraldo, no Brás, região central da capital paulista, no dia 18 de fevereiro. O oficial afirmou, desde o início, que a esposa havia se matado, por supostamente não aceitar o fim do relacionamento.

Em um breve primeiro momento, a investigação tratou o caso como morte suspeita e, depois, apontou o tenente-coronel como principal suspeito pelo feminicídio da esposa.

Geraldo foi preso em março, um mês após a Polícia Civil concluir, com base em perícia técnica, que ele seria o principal suspeito pela morte da vítima. Ele passou a responder na Justiça por feminicídio e também por suspeita de ter interferido na cena do crime.

A defesa do oficial nega as acusações, desde o início do processo, e já questionou a legalidade da prisão em tribunais superiores.

Com a nova decisão, Geraldo seguirá atrás das grades no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte paulistana, enquanto o processo avança para uma fase considerada decisiva, a qual é constituída de coleta de depoimentos e da análise de provas que podem pesar contra, ou a favor, do réu.

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