PM aposenta tenente-coronel acusado de matar PM Gisele

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso no dia 18 de março acusado de matar a esposa PM com um tiro na cabeça.

atualizado

metropoles.com

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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles
1 de 1 Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) publicou um decreto nesta quarta-feira (10/6) oficializando a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado de matar a esposa, e também PM, Gisele Alves Santana.

Desde abril, quando Geraldo Neto foi afastado da PM, a pensão dele continuou sendo paga pela polícia.

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

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O decreto assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, transfere oficialmente o pagamento de pensão dele para a SPPrev, a instituição do Governo do Estado de São Paulo responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais e militares.

Sendo assim, a partir do mês de julho, Geraldo Leite Neto passará a receber a remuneração não mais pela Polícia Militar, mas sim pela São Paulo Previdência.

Segundo a PM, o valor da pensão poderá ser cortado pela SPPrev caso o tenente-coronel seja condenado pela Justiça Militar à perda de patente pela morte da ex-esposa. Ele enfrenta um processo dentro da corporação, que pode resultar na expulsão oficial da PM e influenciar na perda da aposentadoria.

Caso isso ocorra, ele passará ao regime comum de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Relembre o caso

  • A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo.
  • Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.
  • Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas depois foi alterado para morte suspeita, com “dúvida razoável” de tratar-se de suicídio.
  • Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.
  • Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da policial militar.
  • A Polícia Civil solicitou à Justiça, em 17 de março, a prisão preventiva do tenente-coronel. O pedido sucedeu a conclusão, com base em perícia técnica, de que ele seria o principal suspeito pela morte da esposa.
  • A Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel no dia 18 de março. Ele foi preso no mesmo dia em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Quarenta e duas pessoas serão ouvidas em 5 dias de audiências do tenente coronel

O julgamento que decidirá se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será ou não submetido ao Tribunal do Júri vai ser dividido em cinco dias e terá o depoimento de 42 testemunhas. Ele é acusado de matar a esposa, a policial militar (PM) Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça.

As audiências que encerram a fase de instrução estão marcadas para começar em 29 de junho, e encerram somente em 3 de julho, com o interrogatório do réu.

Dentre as testemunhas, estão policiais civis e militares, familiares e amigos da vítima, agentes que atenderam a ocorrência, vizinhos e funcionários do prédio onde o casal morava. Geraldo deve ouvir todos os depoimentos.

Veja o calendário de oitivas:

29 de junho (7 pessoas)

  • Lucas de Souza Lopes (delegado que investigou o caso)
  • Tadeu Gomes Correa (perito criminal e médico legista que investigou o corpo da vítima)
  • Amanda Rodrigues Marinone (perita criminal que investigou a cena do crime)
  • Damiana Alves da Silva (sargento da PM, psicóloga e confidente de Gisele)
  • Guilherme Adriano Lucas (1º tenente da PM que atendeu a ocorrência)
  • Adalberto Fernandes Lima (PM)
  • Julle Anne Gonçalves Matos Bozio (vizinha do casal)

30 de junho (12 pessoas)

  • Cícero Gecycleiton dos Santos e Silva (PM que atendeu a ocorrência e apresentou caso à Polícia Civil)
  • Rosângela Araújo da Silva (Corregedoria da PM que apurou conduta dos militares envolvidos)
  • Rafael Gustavo de Aguiar (capitão da PM que atendeu a ocorrência)
  • Guilherme Adriano Lucas (1º tenente que atendeu a ocorrência)
  • Rafael Rodrigues dos Santos (Sargento da PM e chefe imediato da vítima)
  • Suziene de Fátima Batista do Amaral de Melo (cabo da PM e amiga da vítima)
  • Sara Barbosa Zerbinatti (soldado da PM e amiga da vítima)
  • Cristina Amélia da Silva (cabo da PM e amiga da vítima)
  • Sheila Aparecida Magrini Cruz (subtenente da PM e amiga da vítima)
  • Rômulo Henrique de Andrade Oliveira (soldado do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Rodrigo Almeida Rodrigues (sargento do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Testemunha protegida X

1 de julho (9 pessoas)

  • Marinalva Vieira Alves de Santana (mãe da vítima)
  • Filha da vítima (ouvida em depoimento especial)
  • José Simonal Teles de Santana (pai da vítima)
  • Pedro Gabriel Alves De Santana (irmão da vítima)
  • José Gean Da Silva Costa (ex-marido da vítima)
  • Eduardo André Forti Alves (cabo do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Erica Alonso Coe (testemunha ouvida de forma virtual)
  • Maria Luiza Coe Rosa (testemunha ouvida de forma virtual)
  • Artur Flávio Dias (testemunha ouvida de forma virtual)

2 de julho (13 pessoas)

  • Rodrigo Nascimento (cabo da PM e ex-motorista do investigado)
  • Leonardo Ferreira Martins de Souza (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Allan Marques Bueno (coronel da PM e comandante do réu à época)
  • Marcio Henrique Camargo (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Cleuma Nunes de Araujo Alecrim (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Eliane Ferreira dos Santos (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Josecélia Leopoldina de Souza (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Ana Claudia Trevisan Ferraz Bartholomeu (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Jhosini Evelyn Pereira Munita (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Bárbara Alves Celestino (tenente da PM que trabalhava com o réu)
  • Fabiana Gustis (inspetora do condomínio onde morava o casal)
  • Benedita Aparecida Nunes (testemunha de defesa ouvida de forma virtual)
  • Vinicius Sobreiro Peixoto (testemunha de defesa ouvida de forma virtual)

3 de julho (1 pessoa)

  • Geraldo Leite Rosa Neto (tenente-coronel da PM e réu)

Desembargador não está entre testemunhas arroladas

O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e para quem Geraldo ligou após o disparo, não foi arrolado como testemunha para a audiência de instrução. Tanto a acusação quanto a defesa entenderam que sua participação, embora relevante no dia dos fatos, não seria necessária ou pertinente para a prova do crime em si.

O magistrado foi até o apartamento na manhã em que Gisele foi encontrada morta e orientou o tenente-coronel. Antes disso, o militar ligou diversas vezes para o desembargador.

Cogan relatou à Polícia Civil que, naquela manhã, havia acabado de sair de uma aula de ginástica, quando recebeu uma ligação do coronel, que falava de forma acelerada e nervosa. Registros da Polícia Científica, obtidos pelo Metrópoles, mostram que esse contato não foi imediato nem único.

Antes de conseguir falar pela primeira vez com o desembargador, às 8h04, o tenente-coronel tentou contato ao menos três vezes, entre 8h02 e 8h03, sem sucesso. Há ainda registros de novas oito tentativas até que, por volta das 8h41, o magistrado atende novamente à chamada do oficial.

Além do desembargador, Geraldo Neto já havia feito outras ligações, tentando acionar o 190, não aguardando atendimento em um primeiro momento. Também falou com um superior e, só depois, voltou a buscar contato externo, incluindo o magistrado.

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