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São Paulo

Biomédica sobre discriminação racial: "Queria ser branca nessa hora"

Lih Vitória tentava fazer check-out em hotel em SP, quando foi impedida de sair sem autorização de CEO da empresa para a qual trabalha

24/12/2022 17:11, atualizado 24/12/2022 17:14
Biomédica sobre discriminação racial: “Queria ser branca nessa hora”
Biomédica sobre discriminação racial: “Queria ser branca nessa hora”

São Paulo — A biomédica Lih Vitória, 30 anos, que denunciou ser vítima de discriminação racial em um hotel de luxo na região metropolitana de São Paulo, afirmou ao Metrópoles que, durante o episódio, chegou a pensar que “queria ser branca”.

Questionada sobre quanto tempo ficou impedida de fazer check-out no Hotel Bristol, em Santo André, Lih respondeu: “Não sei. Foi o tempo de pensar: ‘Eu queria ser branca nessa hora'”.

A recepcionista do estabelecimento teria dito que só liberaria a hóspede se conseguisse falar com a CEO da empresa Medra Academy, para a qual Lih Vitória trabalha. A companhia havia feito reservado o hotel para a biomédica.

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Biomédica Lih Vitória denunciou ter sofrido racismo ao fazer check-out em hotel de luxo em Santo André, na Grande São Paulo
A biomédica Lih Vitória denunciou ser vítima de discriminação racial, na última quinta-feira (22/12)
A biomédica Lih Vitória (D) e a CEO da Medra Academy, Amanda Sá
Lih Vitória relatou que discriminação racial ocorreu ao fazer check-out no Hotel Bristol
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Lih Vitória relatou que discriminação racial ocorreu ao fazer check-out no Hotel Bristol

Reprodução/ Redes Sociais
Biomédica Lih Vitória denunciou ter sofrido racismo ao fazer check-out em hotel de luxo em Santo André, na Grande São Paulo
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Biomédica Lih Vitória denunciou ter sofrido racismo ao fazer check-out em hotel de luxo em Santo André, na Grande São Paulo

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A biomédica Lih Vitória denunciou ser vítima de discriminação racial, na última quinta-feira (22/12)
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A biomédica Lih Vitória denunciou ser vítima de discriminação racial, na última quinta-feira (22/12)

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A biomédica Lih Vitória (D) e a CEO da Medra Academy, Amanda Sá
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A biomédica Lih Vitória (D) e a CEO da Medra Academy, Amanda Sá

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Barrada no check-out

Lih Vitória afirmou que o procedimento seria desnecessário, pois tinha apresentado e-mails com dados da reserva e documentos de identidade.

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“Fizeram caras e bocas, chamaram duas pessoas da recepção para me observar, ficaram me olhando de cima a baixo. Eu fiquei nervosa e ia filmar, tirar foto, mas, na hora, a gente fica tão anestesiado que não se lembra de nada”, relatou.

A recepcionista chegou a pegar o celular da biomédica, pois não acreditava na veracidade das mensagens trocadas entre a empresa e o hotel, nem que Lih Vitória era funcionária da Medra.

“Racismo não verbalizado”

“Foi uma situação muito constrangedora. Primeiro porque nem bom-dia eles falaram. A recepcionista é branca e me tratou supermal. Não é a primeira vez que sou maltratada no Bristol”, acrescentou a biomédica.

Lih Vitória contou que o hotel a procurou nessa sexta-feira (23/12). “Eles [tentaram] me fazer acreditar que foi um problema administrativo, que não foi racismo. Falaram que vão observar as escutas, e eu falei: ‘Racismo não é só verbalizado'”.

Vitória contou que ficou nervosa, chorou muito e lamentou o ocorrido. “Não estou aqui para ficar dando aula sobre racismo. Estou cansada. Tem muitas enciclopédias para isso”, completou a biomédica.

Hotel

Nessa sexta-feira (23/12), o Hotel Bristol divulgou nota de repúdio sobre o caso nas mídias sociais. “Nós, da rede Bristol e Resorts, compreendemos a gravidade de qualquer ato de discriminação, sobretudo racismo”, informaram.

A empresa destacou que, após tomar conhecimento “da acusação de racismo” em uma das unidades da rede, começou a apurar os fatos internamente. “Nós nos colocamos à disposição para colaborar com a hóspede e com as autoridades”, concluíram.