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São Paulo

Idosa é resgatada de trabalho escravo para médica e empresário de SP

Idosa de 82 anos foi resgatada após 27 anos de trabalho análogo à escravidão para médica e empresário em Ribeirão Preto, no interior de SP

07/12/2022 11:13, atualizado 07/12/2022 16:15
Divulgação/ MPT
A vítima relatou que começou a trabalhar como empregada doméstica quando ainda era criança, na casa de outra família

São Paulo – Uma idosa de 82 anos foi resgatada de trabalho análogo à escravidão da casa de uma médica e um empresário em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A mulher foi mantida trabalhando sem salário por 27 anos na residência do casal.

O resgate foi realizado, em 24/10, por uma força-tarefa com membros do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) e da Polícia Militar (PM). No entanto, o MPT divulgou as informações sobre o caso apenas nesta quarta-feira (7/12).

A mulher negra e analfabeta trabalhava “sonhando em ter uma casinha”. Os patrões a enganavam dizendo que “estavam guardando o dinheiro” para ela. Em depoimento, a idosa disse que “não conhecia dinheiro”.

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A mulher foi mantida trabalhando sem salário e sem folgas por 27 anos na casa de uma médica e um empresário
A vítima relatou que começou a trabalhar como empregada doméstica quando ainda era criança, na casa de outra família
A idosa de 82 anos que foi resgatada de trabalho análogo à escravidão, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo
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A idosa de 82 anos que foi resgatada de trabalho análogo à escravidão, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Divulgação/ MPT
A mulher foi mantida trabalhando sem salário e sem folgas por 27 anos na casa de uma médica e um empresário
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A mulher foi mantida trabalhando sem salário e sem folgas por 27 anos na casa de uma médica e um empresário

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A vítima relatou que começou a trabalhar como empregada doméstica quando ainda era criança, na casa de outra família
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A vítima relatou que começou a trabalhar como empregada doméstica quando ainda era criança, na casa de outra família

Divulgação/ MPT

Devido a sua idade, a vítima tinha o Benefício Previdenciário Continuado (BCP). Porém, a idosa não tinha sequer acesso ao seu cartão de saque, que ficava sob a responsabilidade da patroa.

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Reparação do abuso

A idosa de 82 anos prestava serviço como uma empregada doméstica, contudo não teve direito a salário nem folga durante quase três décadas.

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Uma decisão judicial obtida pelo MPT determinou, na sexta-feira (2/12), o bloqueio de bens da médica e do empresário. O valor de R$ 815.000 será transferido para a idosa, com objetivo “reparar uma vida inteira de submissão e abusos praticados” pelos réus, disse o MPT.

A transferência de um carro pertencente ao casal também já foi alvo do bloqueio. A investigação do MPT começou após uma denúncia anônima.