Autora de ação por estupro lamenta absolvição de Thiago Brennand
Stefanie Cohen recorreu ao STJ após a 2ª Câmara de Direito Criminal do TJSP reverter decisão que condenava o empresário a 8 anos de prisão

Autora de uma das ações contra empresário Thiago Brennand por estupro, Stefanie Cohen recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) após a Justiça paulista absolvê-lo da acusação. Anteriormente, a 2ª Câmara de Direito Criminal acatou um pedido movido pela defesa do réu e reverteu uma decisão que o condenava a oito anos de prisão pelo crime.
Em nota, a vítima disse que ficou surpresa com a absolvição, mas se mantém “encorajada e firme no propósito”, “compreendendo que a busca pela responsabilização em crimes contra a dignidade sexual é uma jornada árdua, mas indispensável para encorajar outras mulheres e romper ciclos de impunidade”.
“A justiça virá. Nunca precisei de mídia, tenho uma vida bem consolidada, só fiz o certo. E o certo pode doer… até que a verdade seja transformada em justiça”, afirmou a estudante de medicina.
Nesse caso, Brennand foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em dezembro de 2022. O crime teria ocorrido em São Paulo depois de um jantar em que a vítima passou mal. Ela acredita ter sido dopada. O homem, então, teria se aproveitado do estado de vulnerabilidade da mulher e a conduzido para um quarto de hotel.
A defesa de Cohen informou que espera o restabelecimento da pena. “O recurso sustenta que o acórdão absolutório violou a legislação federal ao atribuir prevalência a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia, em detrimento do conjunto probatório produzido sob o crivo do contraditório”, destacou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPAtualmente, Brennand cumpre pena em regime fechado na Penitenciária II de Potim, interior de São Paulo. Ele foi condenado a mais de 20 anos de prisão em diferentes processos por estupro e violência contra mulheres.

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Em agosto de 2025, a 30ª Vara Criminal de São Paulo condenou Brennand, em primeira instância, a oito anos de reclusão e determinou o pagamento de indenização no valor de R$ 200 mil em danos morais à autora. A defesa dele recorreu, argumentando que a relação teria sido consensual e alegando inconsistências nos relatos da mulher. O MPSP também recorreu e pediu aumento no valor da indenização para R$ 1 milhão.
Ao analisar o caso, o relator, desembargador Tetsuzo Namba, votou para manter a condenação de Brennand. No entanto, foi vencido pelo entendimento dos desembargadores Francisco Orlando e Alex Zilenovski, presidente do colegiado, que votaram a favor do réu.
Thiago Brennand
- Alvo de vários processos criminais, Brennand foi denunciado por crimes sexuais, lesão corporal, cárcere privado e corrupção de menor.
- Na primeira condenação, o empresário foi considerado culpado por estuprar uma norte-americana, em julho de 2021, e pegou 10 anos e seis meses de cadeia, em regime fechado.
- Depois, ele foi condenado a mais um ano e oito meses de prisão, em regime semiaberto, por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia de luxo, no Shopping Iguatemi, na zona oeste da capital paulista.
- Outra acusação foi feita por uma massagista brasileira, que relatou à Justiça que foi estuprada e depois sofreu perseguição do empresário. Brennand, que alega inocência, foi condenado pelo crime, ocorrido em 2022.
- No processo, Brennand recebeu uma sentença de oito anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).



