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Hélio Doyle

Disputa pelo segundo lugar se acirra nos últimos dias no DF

Hélio Doyle
 

Os candidatos ao Governo do Distrito Federal que disputam o segundo lugar estão, nos dois últimos dias de campanha, buscando votos entre os indecisos e os que já optaram por um dos adversários. Como há um grande contingente de eleitores que manifestam intenção de votar em alguém, mas admitem mudar, é principalmente com a migração de votos declarados que contam Eliana Pedrosa (Pros) e Rogério Rosso (PSD) para enfrentar Ibaneis Rocha (MDB) no segundo turno.

Já o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sabe que não tirará votos de nenhum dos quatro candidatos do bloco com origem no grupo rorizista, e por isso investe nos que se declaram indecisos (4% no Ibope e no Datafolha, mas 13% no Real Time Big Data) ou pretendem anular o voto ou votar em branco (8% no Ibope e no Real Time e 6% no Datafolha). Os que não sabem em quem votar ou que não querem votar em alguém ainda não se animaram por nenhum dos candidatos e podem optar por Rollemberg como mal menor.

Nesta sexta-feira (5/10) não houve divulgação de pesquisas em Brasília, mas alguns candidatos puderam observar em seus monitoramentos internos que o quadro é o mesmo, em linhas gerais, mostrado pelo Datafolha na quinta-feira (4): Ibaneis lidera com folga e Eliana, Rollemberg e, com menos probabilidade, Rosso disputam a segunda vaga. Todos estão empatados tecnicamente.

No Ibope divulgado na quarta-feira (3), parecia que o segundo posto iria para Eliana, que tinha 17% de intenções de votos, relativamente distante de Rollemberg (10%), Alberto Fraga (9%), do DEM, e Rosso (8%). Mas o Datafolha, no dia seguinte, colocou Eliana (14%), Rollemberg (11%) e Rosso (10%) em empate técnico, situação também apontada, na quinta-feira, pelo Real Time Big Data (13%, 12% e 8%, respectivamente, e Fraga também com 8%).

O problema de Eliana é que ela vem caindo nas pesquisas há 20 dias, e a sorte dela é que Rollemberg se mantém estacionado e Rosso tem oscilado levemente para baixo. Mas, se ela continuar no mesmo ritmo de queda, basta que Rollemberg ou Rosso consigam um ou dois pontos percentuais para superá-la. Daí a desesperada movimentação deles todos, pessoalmente e, principalmente, nas redes sociais, para bombardear os adversários e conquistar seus votos.

Esforço
Rosso está mobilizando os evangélicos que o apoiam para tentar melhorar sua posição. Afinal, seu candidato a vice-governador é o pastor Egmar Tavares, enquanto o suplente de Cristovam Buarque, candidato ao Senado em sua coligação, é o bispo Manoel Ferreira, e o principal candidato a deputado federal é o pastor Júlio César. Rosso, que declarou apoio a Jair Bolsonaro, tem se esforçado para aparecer como o candidato de Deus e da família cristã e se declara de direita.

Rollemberg intensificou o discurso que faz desde antes da campanha: é honesto e ficha-limpa, e sua continuidade no governo impede a volta dos responsáveis pela corrupção em gestões anteriores, os candidatos apoiados por José Roberto Arruda e por Tadeu Filippelli e que têm em suas equipes pessoas ligadas a eles. Pode, com esse argumento, conquistar alguns votos que o coloquem à frente de Eliana e Rosso.

Neste sábado (6/10), Ibope e Datafolha divulgarão suas últimas pesquisas antes que os eleitores votem. Ibaneis deverá ser o único candidato tranquilo à espera dos números.

 
 


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