Sem surpresas, China mantém taxas de juros inalteradas pelo 8º mês
A autoridade monetária da China manteve a taxa primária de empréstimos de 1 ano (que serve como referência para os bancos) em 3%
atualizado
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O Banco do Povo da China (PBOC), o equivalente ao Banco Central do país, anunciou, nesta terça-feira (20/1), a manutenção das taxas básicas de juros da segunda maior economia do mundo.
O que aconteceu
- A autoridade monetária chinesa manteve a taxa primária de empréstimos de 1 ano (que serve como referência para os bancos) em 3%.
- O Banco Central da China também não mexeu na taxa preferencial de empréstimos de 5 anos (referência para as hipotecas), que permaneceu em 3,5%.
- As duas taxas de juros estão no patamar atual há oito meses. Elas haviam sido reduzidas em maio do ano passado e seguem nas mínimas históricas.
PIB da China
A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.
Quando os juros sobem, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.
Ao reduzir os juros, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
A economia da China terminou 2025 registrando um crescimento de 5%, de acordo com dados divulgados por Pequim. O resultado significa que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) chinês no ano passado foi suficiente para o cumprimento da meta estipulada pelo governo, exatamente de 5% ao ano.
Entretanto, foi um dos resultados mais fracos em décadas, em meio à queda dos níveis de consumo interno e a uma crise duradoura do mercado imobiliário.
Apesar de ter fechado o ano dentro da meta, a economia da China perdeu fôlego no último trimestre de 2025, avançando 4,5% no período.
Segundo os dados oficiais do governo chinês, as vendas do comércio varejista registraram alta de 0,9% em dezembro, na base de comparação anual. Foi o pior resultado desde o fim de 2022 – e abaixo do crescimento de 1,3% observado em novembro.
Os investimentos no setor imobiliário, por sua vez, desabaram 17,2% no ano passado. Os aportes em ativos fixos recuaram 3,8%.
