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Apesar do tarifaço, China tem maior superávit comercial da história

Superávit comercial ocorre quando a balança comercial de um país é positiva. Ou seja, quando valor das exportações supera o das importações

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1 de 1 Imagem da bandeira da China - Metrópoles - Foto: Getty Images

Segunda maior economia do planeta, a China anunciou, nesta quarta-feira (14/1), o maior superávit comercial já registrado por um país na história, mesmo após a correção pela inflação.

De acordo com os dados divulgados pela Administração Geral Aduaneira do gigante asiático, o superávit chinês foi de US$ 1,19 trilhão no ano passado. O resultado representou um crescimento de 20% em relação a 2024.


Entenda

  • O superávit comercial ocorre quando a balança comercial de um país é positiva – ou seja, quando o valor das exportações supera o das importações.
  • Quando acontece o contrário, há déficit.
  • Quando há superávit, um país exporta mais bens e serviços do que importa em um determinado período.
  • Na prática, ele arrecada mais com vendas externas do que gasta com compras internacionais, fortalecendo sua economia e atraindo moeda estrangeira.

Tarifaço não impediu recordes

O saldo positivo da balança comercial da China já havia ultrapassado US$ 1 trilhão em novembro do ano passado, segundo os dados oficiais. Em dezembro, o superávit foi de US$ 114,14 bilhões, com aumento das exportações direcionadas para União Europeia, África, América Latina e sudeste asiático.

O bom desempenho da balança comercial chinesa se deu apesar do tarifaço comercial imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ano passado. Em 2025, as medidas determinadas por Trump levaram a uma redução no superávit da China com os EUA em 22%.

Mesmo com as tarifas, houve um aumento nas vendas das fábricas da China para outros países. Outro fator determinante para o superávit histórico foi a estabilidade das importações, que praticamente não variaram no decorrer do ano.

Diante de uma menor capacidade de absorção do mercado interno, grande parte da produção chinesa foi direcionada ao exterior.

Apesar do acordo firmado entre o líder chinês, Xi Jinping, e Donald Trump, em outubro, para encerrar a guerra comercial entre dois países, as tarifas dos EUA permanecem elevadas sobre a China. As taxas médias em cima das exportações chinesas estão, atualmente, em torno de 37%, segundo dados do Urban-Brookings Tax Policy Center.

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