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SP: agro fecha ano com superávit comercial. China é principal destino

Em 2025, as exportações do agro paulista somaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 5,73 bilhões

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O agronegócio de São Paulo encerrou o ano passado registrando um superávit comercial de US$ 23,09 bilhões (cerca de R$ 124 bilhões, pela cotação atual), de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado.

O superávit comercial acontece quando o valor das exportações é maior que o valor das importações em um determinado período, resultando em um saldo positivo na balança comercial. Quando ocorre o contrário (importações maiores que as exportações), há déficit comercial.

Em 2025, as exportações do agro paulista somaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 5,73 bilhões. O levantamento foi feito pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à secretaria estadual.

No acumulado do ano passado, o agro representou 40,5% de todas as exportações do estado de São Paulo. As importações do setor, por sua vez, corresponderam a 6,6% do total estadual.

“As exportações de 2025 registraram o segundo maior resultado de toda a série histórica. São números bastante expressivos”, afirma o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, em nota, ao comentar os resultados.

China é o principal destino

A China, segunda maior economia do mundo, foi o principal destino das exportações do agronegócio paulista no ano passado, respondendo por 23,9% do total. Em seguida, aparecem União Europeia (14,4%) e Estados Unidos (12,1%).

No caso dos EUA, apesar de os embarques terem registrado um leve crescimento de 0,6% no acumulado do ano (o que praticamente indica estabilidade), o tarifaço comercial imposto pelo governo do presidente Donald Trump, em agosto, levou a uma retração no segundo semestre – com quedas de 14,6% em agosto, 32,7% em setembro, 32,8% em outubro e 54,9% em novembro.

Parte dessas perdas foram compensadas pelo aumento nas vendas para países como a própria China, o México, o Canadá, a Argentina e nações da União Europeia.

Em meados de novembro, o governo Trump anunciou a retirada de tarifas que haviam sido aplicadas sobre produtos do Brasil como café, frutas tropicais, sucos, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina.

“Nos últimos três anos, as exportações para os EUA apresentaram crescimento consistente, o que reforça a perspectiva de retomada do fluxo comercial”, avalia o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), José Alberto Ângelo, também em nota.

Setor sucroalcooleiro lidera exportações

Em 2025, segundo os dados do governo de São Paulo, o segmento sucroalcooleiro liderou as exportações do agronegócio paulista, com participação de 31% e receita de US$ 8,95 bilhões – da qual 93% foi proveniente de açúcar e 7% de etanol.

Em seguida, ficou o setor de carnes (15,4%), com US$ 4,43 bilhões em receita e predominância da carne bovina (85%). Os sucos vêm na sequência (10,4%), com US$ 2,98 bilhões e concentração praticamente total no suco de laranja (97,9%).

Em relação a 2024, as maiores altas no agro de São Paulo foram registradas em café (+42,1%), carnes (+24,2%) e soja (+2%). Por outro lado, o complexo sucroalcooleiro (-28,4%), os produtos florestais (-5,2%) e os sucos (-0,7%) recuaram na comparação anual, resultado das oscilações de preços no mercado internacional.

Em nível nacional, o agro do estado de São Paulo representou 17% das exportações brasileiras do setor em 2025, ficando atrás apenas do Mato Grosso (17,3%).

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