China cresce 5%, cumpre meta, mas amarga desaceleração no fim do ano

Foi um dos resultados mais fracos em décadas, em meio à queda dos níveis de consumo interno e a uma crise duradoura do mercado imobiliário

atualizado

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Richard Sharrocks/Getty Images
Foto colorida de bandeira da China para matéria sobre o país
1 de 1 Foto colorida de bandeira da China para matéria sobre o país - Foto: Richard Sharrocks/Getty Images

A economia da China, segunda maior do mundo, terminou 2025 registrando um crescimento de 5%, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (19/1) por Pequim.

O resultado significa que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) chinês no ano passado foi suficiente para o cumprimento da meta estipulada pelo governo, exatamente de 5% ao ano.

Entretanto, foi um dos resultados mais fracos em décadas, em meio à queda dos níveis de consumo interno e a uma crise duradoura do mercado imobiliário.

Desaceleração

Apesar de ter fechado o ano dentro da meta, a economia da China perdeu fôlego no último trimestre de 2025, avançando 4,5% no período.

Segundo os dados oficiais do governo chinês, as vendas do comércio varejista registraram alta de 0,9% em dezembro, na base de comparação anual. Foi o pior resultado desde o fim de 2022 – e abaixo do crescimento de 1,3% observado em novembro.

Os investimentos no setor imobiliário, por sua vez, desabaram 17,2% no ano passado. Os aportes em ativos fixos recuaram 3,8%.

Guerra comercial

O ano passado foi marcado pela retomada da guerra comercial entre China e Estados Unidos, principalmente após o anúncio das tarifas aplicadas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. Em 2025, as medidas determinadas por Trump levaram a uma redução no superávit da China com os EUA em 22%.

Por outro lado, mesmo com as tarifas, houve um aumento nas vendas das fábricas da China para outros países. Outro fator determinante para o superávit histórico chinês de US$ 1,9 trilhão foi a estabilidade das importações, que praticamente não variaram no decorrer do ano.

Apesar do acordo firmado entre o líder chinês, Xi Jinping, e Donald Trump, em outubro, para encerrar a guerra comercial entre os dois países, as tarifas dos EUA permanecem elevadas sobre a China. As taxas médias em cima das exportações chinesas estão, atualmente, em torno de 37%, segundo dados do Urban-Brookings Tax Policy Center.

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