PIB dos EUA desacelera no 4º trimestre e vem abaixo do esperado

Alta de 1,4% ficou bem abaixo das estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 2,8% do PIB dos EUA no quarto trimestre

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Getty Images
Imagem da bandeira dos Estados Unidos - Metrópoles
1 de 1 Imagem da bandeira dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Getty Images

A economia dos Estados Unidos avançou 1,4% no quarto trimestre do ano passado. É o que mostra a primeira leitura dos dados, divulgada nesta sexta-feira (20/2) pelo Departamento de Comércio do governo norte-americano.

O resultado veio abaixo das estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 2,8% no quarto trimestre.

No terceiro trimestre de 2025, o PIB dos EUA avançou 4,4%, na base anual (dado revisado). No segundo trimestre, 3,8%. E, no primeiro, recuou 0,5%.

Dado é observado pelo Fed

O dado sobre a atividade econômica é um daqueles levados em consideração para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Ao fim da primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed em 2026, em 28 de janeiro, o BC dos EUA anunciou a manutenção dos juros no atual patamar, de 3,5% a 3,75% ao ano. Assim, o Fed interrompeu uma sequência de três cortes consecutivos.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros no patamar atual é de 94%. Apenas 6% dos investidores apostam em uma redução de 0,25 ponto percentual.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 17 e 18 de março.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Análise

Segundo Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, “apesar da influência de componentes extraordinários, o cenário permanece complexo para o Federal Reserve diante dos dados do PCE (inflação do consumo), em que o núcleo se manteve em 3%, com uma aceleração mensal de 0,4% que excedeu as previsões”.

“A persistência inflacionária, acima da meta de 2%, limita a capacidade do Fed de reduzir as taxas de juros para estimular a atividade econômica de forma imediata. Além disso, o consumo das famílias também apresenta sinais de retração, indicando que o custo elevado do crédito começou a impactar o orçamento doméstico, gerando um impasse estratégico entre a manutenção de uma política restritiva e o risco de uma retração econômica mais severa”, afirma Lobo.

Para o economista, “o horizonte para 2026 ainda oferece alguns fatores de sustentação, suportados especialmente nos fluxos de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial voltados ao ganho de produtividade”. “Esse avanço tecnológico é visto como um mecanismo essencial para a recuperação econômica sem gerar pressões inflacionárias adicionais, embora o equilíbrio atual demande uma condução fiscal e monetária excepcional para evitar a estagnação com preços elevados”, conclui.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?