Fed mantém taxa de juros dos EUA no intervalo entre 3,5% e 3,75%

Com isso, o banco central americano interrompeu série de 3 cortes seguidos. Mercado aguarda coletiva de presidente do órgão, Jerome Powell

atualizado

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1 de 1 Imagem do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), decidiu manter os juros básicos do país inalterados. A medida foi anunciada na tarde desta quarta-feira (28/1). Com isso, a taxa americana permanecerá no intervalo entre 3,5% e 3,75%, o menor nível desde setembro de 2022.

A decisão anunciada pelo Fomc já era amplamente esperada pelo mercado. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, as chances de permanência dos juros no atual patamar eram de 97,2% para a reunião desta quarta-feira, a primeira de 2026. No próximo encontro do Fomc, em 18 de março, a possibilidade de uma nova manutenção da taxa chega a 82,2%.

Com a decisão desta quarta, o Fed interrompeu uma série de três cortes seguidos dos juros, todos de 0,25 ponto percentual, iniciada em 17 de setembro de 2025. Antes disso, eles foram mantidos no intervalo entre 4% e 4,25% por um período de nove meses, com cinco reuniões seguidas do Fomc nas quais não houve alteração do valor.

Mais importante do que o anúncio da taxa será o tom empregado pelo presidente do Fed, Jerome Powell, na coletiva de imprensa, prevista ainda para esta quarta-feira. Nessas entrevistas, Powell faz uma análise da atividade econômica no país, na qual os investidores buscam pistas sobre como o banco central tende a lidar com os juros daqui para frente.

Por princípio, a política monetária não quer prejudicar o mercado de trabalho, mantendo as taxas de juros altas por um período excessivo. Em contrapartida, quer garantir que a atividade esteja sob controle para eliminar pressões persistentes sobre a inflação.

Powell sob ataque

A coletiva de Powell também ocorre em meio a turbulências provocadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O republicano tem mantido Powell sob forte ataque e deve anunciar em breve seu substituto à frente do Fed.

Além disso, o Departamento de Justiça (DoJ) americano move uma ação contra o presidente do BC americano. No início deste mês, Powell revelou que o Fed foi intimado pelo DoJ, devido a um depoimento que ele prestou a uma comissão do Senado sobre reformas na sede do banco central.

Na mesma ocasião, em comunicado, Powell observou que a notificação fazia parte de uma campanha contínua do governo Trump contra sua gestão. Isso porque ele não tem cedido às pressões de Trump por cortes mais profundos nos juros.

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