Petróleo recua com cessar-fogo entre Israel e Líbano e tensão no Irã
O contrato futuro para agosto do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava queda de 2,48%, a US$ 95,38
atualizado
Compartilhar notícia

Os preços internacionais do petróleo registram queda, nesta quinta-feira (4/6), após o anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Líbano e em meio ao recrudescimento dos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
O que aconteceu
- Por volta das 8h40 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para julho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 2,28% e era negociado a US$ 93,83.
- No mesmo horário, o contrato futuro para agosto do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava queda de 2,48%, a US$ 95,38.
- Na sessão de quarta-feira (3/6), o petróleo fechou em alta. O barril do tipo WTI avançou 2,4%, a US$ 96,02, enquanto o brent subiu 1,89%, a US$ 97,81.
Estados Unidos anunciam cessar-fogo entre Israel e Líbano
Em meio ao avanço de Israel no Líbano, o governo dos EUA anunciou um novo cessar-fogo no país.
De acordo com a diplomacia dos EUA, a trégua foi firmada após uma reunião trilateral entre representantes norte-americanos, israelenses e libaneses. O Hezbollah, principal ator do atual conflito com Israel, não foi citado na nota nem se pronunciou sobre o assunto até o momento.
A nova trégua está condicionada ao deslocamento de combatentes do grupo xiita de regiões do sul do Líbano. A expectativa é que as Forças Armadas Libanesas assumam o controle de regiões onde o Hezbollah e Israel têm se enfrentado e criem zonas seguras sem a presença de nenhum dos dois lados envolvidos nos conflitos.
“Essas medidas permitirão avançar rumo a um acordo abrangente de paz e segurança”, diz o comunicado divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA.
Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, o Hezbollah passou a atacar pontos do território israelense, assim como posições ocupadas pelo país liderado por Benjamin Netanyahu dentro do Líbano.
Em resposta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram uma série de operações contra o país vizinho, com o foco em atingir a organização xiita que mantém forte presença política no Líbano.
Um cessar-fogo chegou a ser firmado em 16 de abril, mesma época em que EUA e Irã concordaram em uma trégua. O acordo foi estendido por mais 45 dias em maio – mas nunca foi, de fato, cumprido por Israel e Hezbollah.
O fim das hostilidades no território libanês é uma condição imposta pelo Irã nas recentes tentativas de negociações com os EUA.
Irã diz ter atacado bases dos EUA
O conflito entre EUA e Irã também continua no radar dos mercados globais. A mídia estatal iraniana informou, nessa terça-feira (3/6), que o Irã atacou um centro de comando e controle militar dos EUA enquanto a embarcação norte-americana se aproximava das águas territoriais iranianas no Golfo de Omã.
Em pronunciamento nas redes sociais, o Irã alegou que o ataque ocorreu após ações “agressivas e violações das normas que o Estreito de Ormuz por parte dos EUA”. No X, o exército dos EUA negou o ataque.
“O Irã afirmou hoje que não atacou o terminal de passageiros no Aeroporto Internacional de Kuwait e que os danos foram causados, em vez disso, por um interceptor de mísseis dos EUA. Totalmente falso!”, disse a corporação.
Os EUA confirmaram que o Irã realizou um ataque com drones no aeroporto civil da região.