Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Irã ameaça "esmagar" Israel se país voltar a atacar Beirute

Chanceler do Irã acrescentou que o fim dos ataques de Israel contra o Líbano é uma das condições para o avanço das negociações com os EUA

03/06/2026 16:10, atualizado 03/06/2026 17:27
Ahmet Serdar Eser/Anadolu via Getty Images)
Imagem colorida do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi

O Irã está pronto para atacar Israel, caso forças do país liderado por Benjamin Netanyahu avancem sobre a capital do Líbano, Beirute. A ameaça foi divulgada nesta quarta-feira (3/6) pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi.

Em declarações para a mídia estatal do Irã, o ministro afirmou que as comunicações com os Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, não foram cortadas. Araghchi, porém, acrescentou que não houve avanços nas negociações e que o lado iraniano deixou claro que qualquer ataque contra Beirute significará o retorno da guerra.

“Se Israel atacar Beirute, nossas Forças Armadas estão prontas para esmagar os territórios ocupados [áreas israelenses]”, afirmou o ministros das Relações Exteriores do Irã.

O fim das operações das Forças de Defesa de Israel (FDI) no Líbano, que visam ao grupo Hezbollah, tem sido uma das condições impostas por Teerã nas negociações com os EUA sobre o conflito no Oriente Médio — que vive uma trégua desde o início de abril.

No início da guerra, Israel passou a atacar o Líbano, visando a posições do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã. O grupo xiita também lançou operações contra o território israelense. Em 16 de abril, os EUA chegaram a mediar um cessar-fogo entre as partes, que foi estendido por 45 dias posteriormente. Na prática, contudo, a trégua nunca foi cumprida.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Em meio ao caos na região, o país liderado por Netanyahu expandiu a ocupação no Líbano e fez ameaças sobre atacar a capital libanesa, Beirute.

Mas, após mediação do presidente dos EUA, Donald Trump, ambos os lados envolvidos nos confrontos concordaram em uma nova trégua na segunda-feira (1º/6).