Petrobras: tensões geopolíticas e conflitos são riscos para o negócio

A avaliação consta do chamado Formulário 20-F, encaminhado na semana passada para a Securities and Exchange Comission (SEC), a CVM dos EUA

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1 de 1 Imagem de celular exibindo a logomarca da Petrobras. Ao fundo, notas de dólar - Metrópoles - Foto: Piotr Swat/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

A Petrobras, maior empresa petrolífera do Brasil e uma das líderes mundiais na exploração de petróleo e gás natural, afirmou a investidores internacionais que o aumento nas tensões geopolíticas globais, inclusive com a escalada de conflitos militares em importantes regiões produtoras de petróleo, representa riscos reais aos negócios da companhia.

A avaliação consta do chamado Formulário 20-F, encaminhado na semana passada para a Securities and Exchange Comission (SEC), uma espécie de Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos Estados Unidos.

O Formulário 20-F é um relatório anual obrigatório exigido pela SEC para empresas estrangeiras que tenham ações ou ADRs negociados em bolsas de valores dos EUA. O documento padroniza informações financeiras e a avaliação de riscos das empresas.

Os ADRs, por sua vez, são os American Depositary Receipts (Recibos de Depósito Americanos), certificados emitidos nos EUA que representam ações de empresas estrangeiras, permitindo que elas sejam negociadas em dólares nas bolsas norte-americanas.

O que diz a Petrobras

No documento aos investidores estrangeiros, a Petrobras observa que os conflitos armados em diversas partes do mundo, incluindo a guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio, têm potencial para prejudicar cadeias de abastecimento de petróleo e gás natural, além de diminuir o fluxo de tráfego em pontos estratégicos e aumentar a volatilidade dos preços.

“Não podemos prever a amplitude das tensões geopolíticas atuais e seu impacto sobre nossos negócios e sobre os preços do petróleo, dos derivados de petróleo, do gás natural e do GNL (Gás Natural Liquefeito)”, reconheceu a Petrobras.

Ainda de acordo com a estatal, medidas protecionistas e eventuais restrições comerciais também oferecem risco ao mercado petrolífero. Segundo a Petrobras, elas podem afetar o fluxo comercial global e aumentar custos operacionais, causando forte impacto sobre o abastecimento.

Ações em queda

As ações da Petrobras negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) sofreram forte queda no último pregão da semana, nessa sexta-feira (17/4), afetadas pelo tombo dos preços internacionais do petróleo após a notícia de que o Irã havia reaberto o Estreito de Ormuz.

Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

Ao final do pregão, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) recuaram 5,31%, negociadas a R$ 50,81.

Já os papéis preferenciais da companhia (PETR4) registraram perdas de 4,86%, cotados a R$ 46,22.

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, terminou o dia em baixa de 0,55%, aos 195,7 mil pontos. A ação da Petrobras está entre as que mais pesam sobre o índice.

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