Dólar avança e Bolsa cai com disparada do petróleo e ultimato de Trump

Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,146. Bolsa fechou praticamente estável, em leve alta de 0,06%

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1 de 1 Imagens de notas de dólar - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar operava em alta, nesta terça-feira (7/4), em meio a uma nova escalada nos preços internacionais do petróleo e ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Os mercados globais acompanham, com grande preocupação, os desdobramentos da guerra entre norte-americanos e iranianos. O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã que termina às 21 horas (pelo horário de Brasília) desta terça.

Trump exige que o regime iraniano reabra o Estreito de Ormuz. Trata-se de um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.


Dólar

  • Às 10h51, o dólar subia 0,39%, a R$ 5,167.
  • Mais cedo, às 10h06, a moeda norte-americana avançava 0,14% e era negociada a R$ 5,154.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,167. A mínima é de R$ 5,137.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,146.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,62% em abril e de 6,24% em 2026 frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em baixa no pregão.
  • Às 10h55, o Ibovespa recuava 0,92%, aos 186,4 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em leve alta de 0,06%, aos 188,1 mil pontos, praticamente estável.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 0,37% no mês e de 16,78% no ano.

Prazo final dado por Trump se aproxima

A poucas horas do prazo final imposto por Trump, o presidente dos EUA intensificou ameaças contra o Irã e elevou a pressão por um acordo, afastando-se do tom diplomático em meio ao impasse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em coletiva na Casa Branca, nessa segunda-feira (6/4), Trump afirmou que o país persa poderia ser “eliminado em uma noite”. A escalada ocorre em meio ao fracasso de uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, rejeitada tanto por Washington quanto por Teerã.

O plano previa uma trégua inicial de 45 dias e a reabertura gradual da principal rota global de transporte de petróleo. O governo iraniano classificou os termos como “ilógicos” e reiterou que não negocia sob ameaça.

Em paralelo, Trump voltou a ameaçar diretamente a infraestrutura iraniana, citando pontes e usinas de energia como alvos potenciais. “Eles não terão pontes, nem usinas de energia. Não terão nada”, declarou, ao sugerir que ataques poderiam ocorrer em poucas horas caso não haja acordo.

O Irã, por sua vez, rechaçou as ameaças de Trump, classificando-as como “delirantes” e “insolentes”. Em pronunciamento na TV estatal, o chefe do Comando Militar, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que os EUA não conseguirão reparar a “humilhação” sofrida na região da Ásia Ocidental.

Em tom de provocação, o porta-voz militar iraniano disse que as declarações de Trump são “grosseiras e infundadas” e não têm poder para alterar o curso dos acontecimentos.

Novas disparada do petróleo assusta o mercado

A escalada nas ameaças mútuas entre EUA e Irã voltou a afetar diretamente a cotação do petróleo no mercado internacional, que já ultrapassou os US$ 116 o barril.

Por volta das 10h45 (pelo horário de Brasília) desta terça-feira, o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,3% e era negociado a US$ 116,12.

No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) registrava alta de 0,84%, a US$ 110,69.

O petróleo está em disparada desde as primeiras horas do dia. Mais cedo, às 8h35 (de Brasília), o barril do WTI subia 1,95%, cotado a US$ 114,60, enquanto o brent avançava 0,9%, a US$ 110,76.

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