Irã reage e classifica ameaças de Trump como “delirantes e insolentes”
Após ultimato de Donald Trump prometendo destruir pontes e usinas do Irã, comando militar classifica ameaças como “delirantes” e insolentes
atualizado
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O Irã rejeitou nesta segunda-feira (6/4) as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-as como “delirantes” e “insolentes”. O republicano declarou que vai destruir todas as pontes e usinas de energia do país. “Não vou me estender mais porque há outras coisas que são piores do que essas”, disse o líder norte-americano.
Em pronunciamento na TV estatal, o chefe do Comando Militar, Ebrahim Zolfaghari, reagiu à ameaça de Trump e afirmou que os EUA não conseguirão reparar a “humilhação” sofrida na região da Ásia Ocidental.
Em tom de provocação, o porta-voz militar iraniano disse que as declarações de Trump são “grosseiras e infundadas” e não têm poder para alterar o curso dos acontecimentos.
“As declarações grosseiras e insolentes, e as ameaças infundadas do presidente americano, tomado por delírios, não conseguirão reparar a vergonha e a humilhação sofridas pelos Estados Unidos na região da Ásia Ocidental”, declarou.
A humilhação sofrida na região, citada por Zolfaghari, refere-se ao resgate de um piloto norte-americano abatido em território iraniano. No último domingo (5/4), o republicano afirmou que o militar, um coronel, foi resgatado após ser abatido no Irã, está “gravemente ferido”, mas se recupera.
Entretanto, o governo iraniano não confirma a versão norte-americana.
O episódio do piloto, que motivou parte da retórica iraniana, foi detalhado pelo próprio Trump durante coletiva no Salão Oval nesta segunda-feira.
O chefe da Casa Branca descreveu a operação “Epic Fury” como “histórica”, ressaltando que os dois tripulantes ejetaram da aeronave e sobreviveram. “Com isso, trata-se de um feito histórico — um resgate que ficará para os livros”, afirmou.
Escalada no conflito
Ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, Trump reiterou o ultimato: o Irã teria até terça-feira para reabrir o Estreito de Ormuz, sob risco de destruição de todas as pontes e usinas do país até a meia-noite de quarta-feira, no horário local.
Hegseth reforçou o tom agressivo, destacando que a doutrina militar americana busca “salvar vidas” e manter a moral das tropas, citando operações recentes como a de resgate de pilotos abatidos em território iraniano.
Teerã, porém, já qualificou as propostas de Washington como “extremamente incomuns e ilógicas”.








